DC tem quase 30% dos registros de candidaturas inaptas na Bahia após racha interno
Quase três em cada dez candidaturas registradas pelo Democracia Cristã (DC) na Bahia aparecem como inaptas na plataforma DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dos 43 registros cadastrados pelo partido para as eleições de 2026, 13 estão nessa situação.O levantamento considera as candidaturas registradas para os cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual.
O maior número de registros está na disputa pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), com 29 candidaturas, das quais sete constam como inaptas.Na corrida pela Câmara dos Deputados, o DC possui 11 registros, sendo cinco classificados como inaptos.
Já na disputa pelo governo estadual, duas candidaturas foram cadastradas, mas apenas uma permanece concorrendo.
O registro de José Estêvão dos Santos Barbosa, conhecido como Estêvão, foi indeferido pela Justiça Eleitoral e aparece como inapto no sistema.Para o Senado, o partido tem um único registro, que consta como apto.Veja os númerosGovernador: 2 registros de candidaturas | 1 inaptaSenador: 1 registro de candidatura | nenhuma inaptaDeputado federal: 11 registros de candidaturas | 5 inaptasDeputado estadual: 29 registros de candidaturas | 7 inaptasTotal: 43 registros de candidaturas | 13 inaptasO percentual corresponde a cerca de 30,2% dos registros do partido.Candidaturas inaptasEntre os candidatos a deputado federal que aparecem como inaptos estão Allyson Dantas, Bruno Elias, Elton Viana, Marli Lima e Neto da Kombi.Na disputa por uma vaga de deputado estadual, aparecem como inaptos Araguacy Costa, Claudio José, Ernest Christian, Marcos Seguro, Neto da Kombi, Sargento Igor Mandacaru e Silas Rodrigues.No caso de Neto da Kombi, o nome consta como inapto nas disputas para deputado federal e deputado estadual.
Como se trata do mesmo candidato, o registro é contabilizado duas vezes no total de 13 registros inaptos.
Crise interna dividiu o partidoParte dos registros classificados como inaptos está relacionada ao racha que dividiu o DC baiano durante o período de convenções partidárias.A disputa interna levou à realização de duas convenções distintas para definir o candidato da legenda ao governo da Bahia.
Um grupo indicou Ariel Capistrano, enquanto outra ala lançou José Estêvão para a disputa pelo Palácio de Ondina.O conflito passou a ser discutido na Justiça Eleitoral e também envolveu a disputa pelo comando estadual do partido.Estêvão chegou a buscar judicialmente o reconhecimento de seu grupo no controle da legenda.
Em 21 de agosto, porém, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) extinguiu o processo.
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