‘Vão embora, por favor’: Ucrânia manda cidadãos deixarem Kherson, sob ataque intenso
As autoridades de Kherson , no sul da Ucrânia , pediram que os moradores deixem a cidade diante do risco crescente dos bombardeios russos, que vêm se intensificando e podem deixar a região sem eletricidade e aquecimento por um período prolongado.
“Dirijo-me mais uma vez aos moradores de Kherson, especialmente às famílias com crianças e aos idosos: se tiverem a possibilidade, vão embora, por favor”, declarou no Telegram o governador regional, Oleksandr Prokudin .
O governador afirmou que a situação em Kherson é “extremamente difícil”.
Antes do início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a cidade tinha cerca de 280 mil habitantes.
Segundo o governador, a Rússia intensificou os ataques na região, especialmente com drones a jato e bombas aéreas guiadas.
Continua após a publicidade “Atualmente, não existe nenhum meio para destruir esses tipos de drones nem as bombas aéreas guiadas em qualquer região do nosso país”, afirmou.
Rússia e Ucrânia vêm ampliando há vários meses seus ataques de longo alcance, cada vez mais direcionados contra infraestruturas civis, como centros logísticos e instalações petrolíferas e portuárias.
Continua após a publicidade Inverno como arma No último inverno, o Exército russo atacou de modo reiterado as centrais elétricas ucranianas, o que deixou, em vários momentos, milhões de pessoas sem aquecimento e sem energia elétrica.
Agora, mesmo antes da chegada das baixas temperaturas do outono no hemisfério norte, as autoridades temem um cenário ainda pior: no início de agosto, o presidente Volodymyr Zelensky advertiu que a Ucrânia não tinha “praticamente nenhuma usina termelétrica intacta”.
“Na noite passada, as forças russas voltaram a atacar a central de aquecimento urbano de Kherson com bombas planadoras.
A instalação sofreu danos muito graves”, acrescentou Prokudin, o governador de Kherson.
Continua após a publicidade A cidade ficou sob controle russo de março a novembro de 2022.
As forças de Moscou, atualmente posicionadas na margem oposta do rio Dnipro, que margeia a cidade, realizam bombardeios frequentes contra a região e na manhã desta sexta, um novo ataque com drones matou um homem ucraniano de 61 anos em Kherson.
Na região vizinha de Dnipropetrovsk, enquanto isso, vários bombardeios deixaram mais dois mortos, segundo as autoridades locais.
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