Honeywell testa fonte de energia a hidrogênio para aeronaves
Honeywell e parceiros concluem integração de sistema de células a combustível de hidrogênio para propulsão aeronáutica de classe megawatt
A Honeywell Aerospace e parceiros do projeto europeu Newborn anunciaram nesta quinta-feira (17), que concluíram a integração dos principais subsistemas de uma fonte de energia baseada em células a combustível de hidrogênio capaz de gerar e fornecer eletricidade para uma aeronave.
O sistema, desenvolvido para aplicações aeronáuticas na classe de megawatts, passou por testes de funcionamento nas instalações de pesquisa e engenharia da ÚJV Řež, nas proximidades de Praga, na República Tcheca.
O projeto Newborn começou em 2023 e reúne dezoito empresas de dez países europeus. Financiada pela União Europeia, a iniciativa busca desenvolver um sistema de propulsão aeronáutica a hidrogênio com células a combustível e potência na ordem de megawatts.
A equipe de engenharia da Honeywell em Brno participou da integração das células a combustível com os demais componentes da fonte de energia elétrica. Os testes verificaram o funcionamento do conjunto e a interação entre os diferentes subsistemas.
Entre os parâmetros avaliados estão a estanqueidade do sistema, as condições de operação dos fluidos de trabalho, os algoritmos de controle e os mecanismos de proteção. A próxima etapa dos ensaios deverá ampliar a faixa de potência e avaliar a estabilidade e a capacidade de operação do sistema em diferentes condições.
Para os testes, a Honeywell desenvolveu uma plataforma específica capaz de reproduzir funções encontradas em uma aeronave. O equipamento conta com fonte própria de energia, sistemas de distribuição de fluidos, componentes elétricos, sala de controle, dispositivos de segurança e sistemas para rejeição de calor.
O Newborn trabalha com diferentes tecnologias que precisam operar de forma integrada para formar o sistema de propulsão. Entre elas estão gerenciamento e condicionamento do ar, gerenciamento do hidrogênio, controle térmico, distribuição elétrica, eletrônica de potência, controle, comunicação e monitoramento de segurança.
O desenvolvimento foi distribuído entre empresas, universidades e instituições de pesquisa. Enquanto alguns participantes trabalham no projeto e na fabricação de componentes físicos ou no desenvolvimento de software, outros atuam na modelagem, simulação e nos estudos de integração.
Após os testes realizados na República Tcheca, a fonte de energia a hidrogênio será transferida para Gorizia, na Itália. O local receberá a próxima fase de integração do projeto.
Nessa etapa, o sistema de células a combustível será conectado a baterias desenvolvidas pela Pipistrel e a um sistema de propulsão elétrica de classe megawatt. O sistema de propulsão é resultado de uma colaboração entre a University of Nottingham, a Honeywell Aerospace e a Pipistrel.
A integração em Gorizia reunirá tecnologias desenvolvidas em diferentes centros de pesquisa e engenharia da Europa em uma única unidade funcional.
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