Montadora fecha fábrica no Brasil após 28 anos, mais de 1 milhão de carros produzidos e 1.500 funcionários
O fim de uma unidade histórica transfere a produção para outro polo paulista e acompanha um novo ciclo de investimentos industriais.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma fábrica que ajudou a nacionalizar um dos sedãs mais conhecidos do país encerrou a produção em 30 de junho de 2026 . A fábrica da Toyota em Indaiatuba, no interior de São Paulo, fechou após 28 anos, mais de 1,4 milhão de veículos produzidos e uma operação com cerca de 1.500 trabalhadores.
A unidade encerrada pertence à Toyota e fica em Indaiatuba , no interior paulista. Inaugurada em 1998, ela marcou o início da fabricação nacional do Toyota Corolla e acompanhou diferentes gerações do sedã ao longo de quase três décadas.
A linha terminou em 30 de junho de 2026 . O fechamento não representa a saída da Toyota do Brasil, mas uma reorganização industrial que concentra a montagem de automóveis no complexo de Sorocaba, também em São Paulo.
A Toyota já havia registrado mais de 1,4 milhão de Corollas produzidos em Indaiatuba antes do encerramento. A marca de 1 milhão foi alcançada em 2017, mostrando o peso da unidade na trajetória industrial do modelo no país.
O Corolla nacional começou a sair da planta em 1998 e, ao longo dos anos, também passou a atender mercados de exportação na América Latina. A fábrica participou ainda da produção da geração híbrida flex lançada no Brasil em 2019.
A unidade reunia aproximadamente 1.500 trabalhadores , mas o fechamento não significou demissão automática de toda a equipe. A transição foi negociada e incluiu alternativas como transferência para Sorocaba e programas voluntários de desligamento .
A situação variava conforme a opção de cada profissional e as condições do acordo. A reorganização envolve tanto o fim físico da produção em Indaiatuba quanto a redistribuição de parte da força de trabalho para outras estruturas da empresa.
A fabricação do Corolla Sedan passa para Sorocaba, onde a Toyota já mantém um complexo industrial e amplia sua capacidade. Uma nova estrutura dentro do polo estava prevista para entrar em operação no início de novembro de 2026 .
A concentração permite reunir etapas produtivas e aproveitar a expansão planejada para a unidade. Sorocaba ganha peso na estratégia nacional enquanto Porto Feliz continua ligada à produção de motores e componentes da montadora.
Não. O encerramento de Indaiatuba ocorre ao mesmo tempo em que a empresa amplia investimentos e capacidade produtiva no país. A Toyota continua com operações industriais em Sorocaba e Porto Feliz, além de atividades comerciais, logísticas e administrativas.
O fechamento representa o fim de uma fábrica histórica, não o fim da montadora no mercado brasileiro. O contraste é claro: uma planta inaugurada em 1998 encerra suas linhas enquanto outro polo paulista recebe produção e novas estruturas para o próximo ciclo industrial da marca.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.