“Nos comportamos como se fosse uma ameaça real”, diz CEO da IFS sobre o futuro do software na era da IA
Como uma empresa de software se equilibra quando o custo de desenvolver software se torna literalmente marginal? A pergunta incômoda não veio de um analista nem de um concorrente.
Veio do próprio Mark Moffat, CEO da IFS , quando um jornalista pediu, no IFS Unleashed , em Orlando*, nos Estados Unidos, que ele revelasse a questão que estaria preparado para responder, mas preferiria não ouvir.
“Nosso diferencial são 20 anos de desenvolvimento, de entendimento de fluxos de trabalho e de lógica de negócio”, respondeu.
“Quando isso está sob ameaça, onde você coloca suas apostas para garantir o futuro?” E completou, sem rodeios: “É uma ameaça real.
Então nos comportamos como se fosse uma ameaça real.” A franqueza chama atenção vinda de quem acabara de lançar, no palco principal, o produto mais ambicioso da história recente da companhia.
A IFS, fundada na Suécia em 1983, com sede em Londres e mais de 7 mil funcionários em 80 países, apresentou nesta terça-feira (13) o IFS Intelligence, uma camada conversacional e agêntica que permite perguntar, agir e delegar tarefas a trabalhadores digitais dentro do próprio sistema de gestão.
A empresa chega ao evento em boa forma.
Em 2025, a receita recorrente anual cresceu 23% e a receita de nuvem, 30%.
Ainda assim, Moffat admitiu que a mesma inteligência artificial (IA) que a IFS vende para seus clientes ameaça o modelo de negócios de qualquer fornecedor de software corporativo.
E a verdade é que ninguém tem uma resposta clara sobre o que deve acontecer no futuro.
Ele citou um episódio recente que circulou entre executivos do setor, no qual o produto de uma grande empresa de software teria sido praticamente replicado com tecnologia aberta.
A resposta da IFS, segundo ele, nesse cenário, não é técnica.
“Posso passar muito tempo estressado, perdendo o sono com isso.
Mas temos o negócio que temos, os clientes que temos e o foco de que já falamos tantas vezes.
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