Trump diz que Ucrânia e Rússia concordaram com 'cessar-fogo energético'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Ucrânia e a Rússia concordaram com um cessar-fogo parcial, interrompendo os ataques contra a infraestrutura eneegética um do outro, neste domingo (11).
A Ucrânia está pronta para interromper os bombardeios às refinarias de petróleo russas se a Rússia também cessar seus ataques à infraestrutura energética ucraniana, afirmou o presidente Volodymyr Zelensky neste domingo (11).
A declaração foi uma resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que criticou o duramente um dia antes e exigiu que Kiev interrompesse unilateralmente seus ataques.
Neste sábado (10), Trump culpou os ataques ucranianos às refinarias russas pelo aumento dos preços do diesel nos EUA e disse que Zelensky "deveria parar imediatamente" , acrescentando que a Ucrânia deveria substituí-lo como líder porque ele havia perdido várias oportunidades de fechar um acordo com Moscou.
Trump suspende sanções à Rússia e anuncia acordo para compra de diesel Pouco antes, o presidente ucraniano havia reagido com raiva ao anúncio de Trump sobre um acordo de fornecimento de diesel com a Rússia, que, segundo ele, encoraja os ataques de Moscou contra a Ucrânia.
"A verdadeira causa da guerra na Europa é a Rússia e somente a Rússia.
É possível interromper os ataques à infraestrutura energética já hoje, mas Putin não quer fazer isso", disse Zelensky, sem fazer alusão específica às declarações de Trump e acrescentando que qualquer acordo desse tipo precisaria vir acompanhado de "garantias reais".
Horas depois, em entrevista ao programa "This Week" da ABC News, Zelensky disse que organizará eleições na Ucrânia se o presidente russo, Vladimir Putin, concordar com um cessar-fogo de 60 dias.
"Por favor, diga a Putin: nos dê dois meses, 60 dias de cessar-fogo total, 60 dias, e nós organizaremos eleições", afirmou.
Nas ruas de Kiev, vários moradores que conversaram com a agência de notícias Reuters expressaram indignação com a sugestão de Trump de que a Ucrânia deveria encontrar um novo líder disposto a fazer um acordo com o presidente russo Vladimir Putin.
"Ninguém tem o direito de nos dizer o que fazer, especialmente porque não se podem realizar eleições em tempos de guerra.
Na minha opinião, isso é uma traição por parte dos nossos parceiros", disse Sabina, uma professora primária de 40 anos, referindo-se à proibição de eleições na Ucrânia sob a "lei marcial", por razões de segurança.
Rússia e Ucrânia intensificaram recentemente os ataques a instalações de geração de energia, redes de transporte e outros pontos estratégicos da infraestrutura energética — um setor importante para a economia global e que preocupa o presidente americano.
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