Satélite espião dos EUA explode no espaço após 40 anos na órbita da Terra – motivo ainda é desconhecido
Um antigo satélite espião dos Estados Unidos que orbitava a cerca de 775 km de altitude se desintegrou inesperadamente no último domingo (13).
Segundo aviso publicado no Space-Track, plataforma oficial do governo norte-americano que reúne dados de rastreamento e catalogação de objetos espaciais , o evento foi confirmado, mas a causa da fragmentação ainda não foi determinada.
De acordo com o registro, a desintegração aconteceu por volta das 21h13 UTC (18h13, pelo horário de Brasília).
O anúncio foi identificado no catálogo na quinta-feira (17).
O protagonista da história é o satélite USA 32, identificado pelo número 19460.
Registros públicos indicam que ele foi lançado em 5 de setembro de 1988, a bordo de um foguete Titan II, e integrava uma missão ultrassecreta para monitorar radares soviéticos em órbita.
O equipamento era usado para atividades de inteligência eletrônica e de sinais, conhecidas pelas siglas ELINT e SIGINT.
Diagrama mostra o modelo 3D e a telemetria do USA 32 (Farrah III) em um software de rastreamento de satélites.
Após quase 40 anos orbitando a Terra a mais de 775 km de altitude, o objeto se fragmentou inesperadamente, gerando novos detritos na órbita terrestre. – Ilustração/Dados: KeepTrack.space via Space-Track.org O USA 32 também fazia parte de uma série de satélites associada a nomes inspirados na atriz Farrah Fawcett.
O objeto era conhecido como Farrah III e permaneceu em órbita por quase quatro décadas antes da fragmentação.
O que aconteceu com o satélite? Quando um satélite se fragmenta, sua estrutura se divide em vários pedaços que passam a seguir trajetórias próprias.
Esses fragmentos podem incluir partes grandes o suficiente para serem detectadas e catalogadas, além de componentes menores, que podem permanecer temporariamente fora do alcance dos sistemas de rastreamento.
Até o momento, não foi divulgada uma quantidade definitiva de fragmentos gerados pelo evento.
A Força Espacial dos EUA informou que os detritos rastreados estão sendo incorporados às análises rotineiras de possíveis aproximações com outros objetos espaciais.
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