Proteger as florestas é investir no agronegócio
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Neste momento em que lembramos da importância da ação coletiva para a conservação dos biomas brasileiros, devemos reconhecer que a estabilidade econômica do país depende diretamente dos serviços ambientais proporcionados por esses ecossistemas.
Em um mundo marcado pela emergência climática , proteger as florestas significa preservar a capacidade do Brasil continuar produzindo, exportando e liderando a agricultura tropical nas próximas décadas.
As florestas regulam o regime de chuvas, armazenam carbono, protegem nascentes, mantêm a fertilidade dos solos, reduzem temperaturas extremas e sustentam uma biodiversidade essencial para a produtividade no campo. Mais do que patrimônio ambiental, constituem parte da infraestrutura produtiva do país.
Por aqui, nosso país abriga a maior floresta tropical do planeta , concentra uma das maiores biodiversidades do mundo e mantém cerca de dois terços do território cobertos por vegetação nativa. Essa riqueza natural garante a resiliência dos sistemas produtivos e faz do país uma potência agropecuária e ambiental.
Durante décadas, produção e conservação foram tratadas como objetivos incompatíveis . Hoje, essa visão perdeu espaço. Economias competitivas serão aquelas capazes de produzir preservando os ecossistemas dos quais dependem.
Ainda assim, o desafio permanece. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o planeta perdeu cerca de 420 milhões de hectares de florestas desde 1990 e ainda desmata aproximadamente 10 milhões de hectares por ano, sobretudo em regiões tropicais.
No Brasil, dados do MapBiomas mostram que a conversão da vegetação nativa permanece concentrada no Cerrado e na Amazônia, evidenciando um risco ambiental e econômico.
Ao mesmo tempo, mercados consumidores, investidores e instituições financeiras adotam critérios ambientais cada vez mais rigorosos. Rastreabilidade , comprovação da origem das matérias-primas e combate ao desmatamento deixaram de ser diferenciais para se tornarem requisitos de acesso aos mercados internacionais. Transparência e responsabilidade passaram a integrar a lógica da competitividade.
Nesse contexto, combater o desmatamento deixou de ser apenas uma obrigação legal para se tornar uma estratégia de negócios. Empresas que incorporam conservação ambiental, rastreabilidade e produtividade ampliam sua competitividade, fortalecem sua posição perante investidores e aumentam a resiliência de suas operações.
O Brasil reúne condições para liderar essa transformação, combinando agropecuária altamente produtiva, matriz energética majoritariamente renovável e o maior patrimônio de florestas tropicais do planeta.
O setor empresarial exerce papel decisivo nesse processo. Decisões sobre investimentos, crédito, compras e gestão das cadeias de suprimentos influenciam diretamente a conservação dos ecossistemas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.