'Neutralidade' do centrão serve a Lula em palanques eleitorais estratégicos
A campanha presidencial começa oficialmente com a "neutralidade" do centrão servindo à reeleição do presidente Lula em palanques estratégicos. A avaliação vem, inclusive, de estrategistas de campanhas da terceira via.
A decisão de partidos como o União Brasil e o Progressistas de não fechar apoio nacional a Flávio Bolsonaro (PL) desmonta resistências que poderiam auxiliar a direita em estados importantes das regiões Norte e Nordeste, principalmente.
Ainda assim, dois palaques absolutamente estratégicos serão analisados com lupa a partir de agora: Minas Gerais e Rio de Janeiro.
No Rio, o candidato ao governo do PL, Douglas Ruas, trava uma batalha contra Eduardo Paes (PSD-RJ), que é apoiador de Lula, mas já adotou distância cautelar de Claudio Castro e tende a crescer nas pesquisas nas próximas semanas.
Em Minas, o reingresso do senador Cleitinho (Republicanos-MG) à corrida eleitoral ampliou as incertezas sobre o andamento da disputa no Estado.
Ele, que desponta nas pesquisas, tem dito que vai dialogar com quem quer que seja o presidente eleito e não fecha questão a favor de Flávio ou contra Lula.
Representa, portanto, em Minas, o que a chamada terceira via não conseguiu produzir, ao menos ainda, em plano nacional: uma opção que caminha alheia à polarização entre Lula e os Bolsonaro. Os demais candidatos no Estado terão de levantar suas bandeiras.
Estão, portanto, no centro dos cálculos sobre a disputa nacional, dois dos três estados com mais eleitores do país.
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