Cientistas identificam escorpião gigante de mais de um metro, o maior já encontrado pela ciência
O tamanho do animal surpreende até quando comparado a outros gigantes do passado
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Fósseis guardados em museus britânicos desde o século XIX ganharam uma nova identidade em 2026. Uma revisão anatômica confirmou que o Praearcturus gigas era um escorpião gigantesco do Devoniano Inferior , com tamanho estimado em torno de 1 metro ou mais e pinças que ultrapassavam 16 centímetros .
Os fósseis mostram proporções muito superiores às dos escorpiões atuais. A maior pinça conhecida chega a aproximadamente 160 milímetros , enquanto o corpo completo foi estimado em cerca de um metro.
O Natural History Museum de Londres apresenta o animal como o maior escorpião já identificado e situa sua existência há cerca de 415 milhões de anos , no que hoje corresponde a partes da Inglaterra e do País de Gales.
Quando foi descrito no século XIX, o animal chegou a ser tratado como um crustáceo semelhante a um isópode . A interpretação mudou porque novas comparações anatômicas permitiram reconhecer estruturas típicas de escorpiões.
O estudo publicado em Palaeontology reuniu fotografia, desenhos anatômicos e dados tomográficos:
Os pesquisadores identificaram pedipalpos com dedos fixo e móvel , um esterno alongado e triangular e outras estruturas compatíveis com escorpiões antigos. A comparação com Eramoscorpius brucensis , descrito a partir de material melhor preservado, ajudou a resolver a controvérsia.
Os pesquisadores consideram possível que o Praearcturus gigas fosse aquático ou anfíbio . Os fósseis vêm de depósitos fluviais e algumas características corporais podem combinar com um animal que passava parte do tempo na água.
O gigantismo apareceu muito cedo na história dos escorpiões. O Praearcturus viveu dezenas de milhões de anos antes dos grandes artrópodes do Carbonífero, período frequentemente associado a níveis elevados de oxigênio.
Isso enfraquece a ideia de que apenas uma atmosfera rica em oxigênio explicaria animais desse tamanho. A ausência de grandes predadores concorrentes e a possibilidade de uma vida parcialmente aquática entram entre as hipóteses discutidas pelos autores.
O fóssil mostra que os primeiros ecossistemas complexos já abrigavam predadores de proporções muito maiores do que os escorpiões atuais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.