À CNN, Samanda defende reforma do Judiciário e aposta em virada de Lula
A senadora eleita Samanda de Lula (PT-RN) defendeu, nesta quarta-feira (21), uma reforma do Judiciário voltada à ampliação do acesso da população à Justiça, visando medidas que diminuam a desigualdade nesse sentido.
Em entrevista à CNN , ela argumentou que a capacidade de um indivíduo de pagar por um bom advogado pode influenciar o tempo necessário para a resolução de um processo que tramita na esfera judicial.
Além disso, a parlamentar eleita defendeu que o Congresso Nacional discuta, com responsabilidade, mudanças relacionadas à conduta de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Na entrevista, a petista ainda questionou o fato da oposição apresentar pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo por divergências políticas.
Por outro lado, ela também sustentou que magistrados da Corte prestem esclarecimentos quando necessários.
“Eu não defendo que ministro [do STF] tenha carta branca para fazer o que quer.
Alguns ministros merecem dar explicações.
E a gente debater se precisa fazer alguma alteração [na Constituição]”, afirmou.
Leia Mais: TSE manda suspender propaganda que diz que Lula é a favor da “saidinha” TRE-AM nega pedido de transporte para 44 aldeias indígenas no 2º turno À CNN, Dallagnol descreve “clima tenso” nos bastidores de debate na Band Campanha de Lula Samanda foi eleita pela primeira vez ao senado no pleito deste ano.
A parlamentar cumpria mandato de vereadora de Natal desde 2024, e assumiu a candidatura ao Senado após a decisão da governadora Fátima Bezerra de não concorrer ao cargo da Casa Alta.
À CNN , a petista ainda comentou a mobilização feita pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final das eleições.
Segundo ela, o movimento rumo ao segundo turno combina ações para engajar os apoiadores e debates sobre as propostas do presidente.
Na avaliação dela, os eleitores conhecem o governo atual e reconhecem a necessidade de avanços e de diálogo com as instituições democráticas do país.
Samanda também avaliou que parte do eleitorado passou a prestar mais atenção à disputa presidencial depois do primeiro turno e que essa parcela deve usar a reta final para definir o resultado do próximo domingo (25).
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