Secretário de Transportes dos EUA foca em telecomunicações após susto com helicóptero de Trump
NEWARK, NOVA JERSEY, 11 Ago (Reuters) - O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, afirmou nesta terça-feira que está trabalhando para resolver os problemas identificados nas telecomunicações após um helicóptero militar que transportava o presidente Donald Trump passar muito perto de um avião de passageiros que decolava do Aeroporto Nacional Reagan de Washington.
O incidente levantou dúvidas sobre por que o avião de passageiros foi autorizado a decolar enquanto o “Marine One” estava nas proximidades, momento em que o tráfego comercial costuma ser suspenso.
Nos últimos anos, os Estados Unidos têm enfrentado incidentes de aviação que levantaram preocupações quanto à segurança e à sobrecarga nas operações de controle de tráfego aéreo, que sofrem com a falta de pessoal.
Após um acidente ocorrido em janeiro de 2025 entre um helicóptero militar e um jato comercial que matou 67 pessoas, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) proibiu o tráfego misto de helicópteros e jatos nas proximidades do aeroporto.
“Houve alguns problemas de telecomunicações”, disse Duffy a jornalistas no Aeroporto Internacional Newark Liberty, explicando que os problemas ocorreram em nível operacional, entre a equipe do Marine One e a FAA.
“Isso já foi levado a um nível superior”, disse, acrescentando que está trabalhando com a FAA em uma solução em conjunto com a Casa Branca.
Duffy e o administrador da FAA, Bryan Bedford, falaram à imprensa no aeroporto de Nova Jersey durante um evento que marcou a instalação de um novo radar de movimento em superfície para melhorar a segurança nas pistas. Duffy disse que o radar oferece aos controladores de tráfego aéreo uma tecnologia mais avançada para visualizar aeronaves e veículos em solo.
“Ele ajuda os controladores em uma noite escura ou em condições climáticas adversas, quando não conseguem enxergar da torre o que está acontecendo na pista”, acrescentou Duffy.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.