Sudeste Asiático une forças contra cartéis de golpes online
Sudeste Asiático une forças contra cartéis de golpes online - Redes criminosas se enraizaram na região e cresceram demais para se limitar a assunto de polícia. Tentáculos chegam também ao Brasil, onde trabalhadores forçados foram capturados para aplicar fraudes.Por anos, governos do Sudeste Asiático trataram os fraudadores online da região principalmente como assunto para a polícia, agências de combate ao tráfico de pessoas e autoridades de fronteira. Mas esses órgãos aparentemente não conseguiram conter o crescimento dos cartéis internacionais de golpes cibernéticos.
A indústria ilícita utiliza cada vez mais sistemas bancários internacionais, criptomoedas, redes de telecomunicações, empresas de fachada e rotas de tráfico humano, enquanto alguns de seus centros de golpes (conhecidos como scam centers) operam sob a proteção de grupos armados ou politicamente influentes.
Os tentáculos destas redes se estendem pelo planeta, inclusive até o Brasil. Neste ano, elas entraram na mira da Polícia Federal brasileira depois que o Itamaraty repatriou brasileiros que foram traficados até a região de fronteira entre Camboja e Vietnã. Atraídas por falsas ofertas de emprego, as vítimas eram submetidas, nestes centros de golpe, a trabalho forçado, sendo obrigadas a aplicar fraudes cibernéticas sob privação de liberdade, agressões e ameaças.
Agora, os governos da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês) parecem cada vez mais dispostos a enfrentar a ameaça de forma conjunta.
Sinais dessa mudança ficaram evidentes numa reunião realizada em Bangcoc, na semana passada, entre o primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, e o presidente Min Aung Hlaing, chefe do governo militar de Mianmar.
Os dois lados concordaram em intensificar o combate aos centros de golpes localizados ao longo da fronteira comum, trocar informações e interromper conjuntamente os fluxos financeiros criminosos.
A Tailândia também ofereceu apoio à participação de Mianmar no Grupo Egmont, uma rede internacional de unidades de inteligência financeira.
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