Ação da Motiva (MOTV3) cai 2% após Citi rebaixar recomendação para neutra e elevar preço-alvo
As ações da Motiva (MOTV3) chegaram a aparecer entre as maiores baixas do Ibovespa na manhã desta quinta-feira (22) sob pressão do rebaixamento da recomendação do Citi de compra para neutra.
Ao mesmo tempo, o banco elevou o preço-alvo da antiga CCR de R$ 16,60 para R$ 20,40.
Os dois movimentos podem parecer contraditórios, mas têm explicações diferentes: o preço-alvo subiu por causa dos juros mais baixos e a recomendação caiu porque, para o banco, o potencial de valorização ficou mais limitado depois da alta recente dos papéis no embalo das eleições.
Por volta de 12h30, MOTV3 recuava 2,01%, cotadas a R$ 19,99.
No mesmo horário, o Ibovespa recuava 1,62%, aos 203.143,00 pontos O novo preço-alvo da Motiva Além dos juros, uma combinação de fatores levou o Citi a aumentar o preço-alvo das ações da Motiva.
O banco cita o que o trimestre teve tráfego mais fraco nas rodovias, e também passou a projetar um Produto Interno Bruto (PIB) menor, o que reduz as estimativas de lucro da companhia.
Esse efeito foi mais do que compensado pela queda dos juros, que respondeu pela maior parte da revisão do preço-alvo.
Vale lembra que o Citi calcula o valor justo das ações pelo fluxo de caixa descontado para o acionista.
O modelo considera todos os contratos de concessão até o vencimento, sem valor residual, e usa um custo de capital próprio de 13,5%.
Por que a recomendação caiu O banco continua com uma visão construtiva sobre os fundamentos da Motiva e sobre a chance de a empresa seguir melhorando seu portfólio.
Mas, para o Citi, o equilíbrio entre o que a ação pode ganhar e o que pode perder ficou menos favorável.
Com a alta recente, a ação negocia a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 8,2%.
Isso representa um prêmio de apenas 1,3 ponto percentual sobre os juros reais dos títulos públicos brasileiros, perto das mínimas históricas.
O banco também cita dois fatores que reduzem o espaço para novas altas: o balanço mais forte da empresa e possíveis mudanças nos aditivos contratuais.
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