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Spotify tira 50 milhões de músicas feitas por IA das recomendações

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Spotify tira 50 milhões de músicas feitas por IA das recomendações

O Spotify retirou neste ano mais de 50 milhões de faixas das suas recomendações por considerá-las slop ou spam.

O primeiro termo, que em inglês quer dizer lavagem, virou o nome do conteúdo de baixa qualidade produzido em massa por inteligência artificial.

O segundo designa músicas publicadas em escala só para capturar reproduções e royalties, como faixas que imitam títulos de sucessos ou repetem o mesmo ruído com nomes diferentes.

Os números estão em um balanço publicado pela empresa nesta terça-feira, 20, um ano depois de anunciar seu pacote de proteções contra IA.

Segundo o Spotify, uma análise das músicas que os usuários pulavam ou diziam não querer ouvir revelou um padrão claro: eram, em sua maioria, faixas já identificadas como slop ou spam.

Nos últimos seis meses, o algoritmo foi ajustado para filtrá-las, e os editores das playlists oficiais também deixaram de incluí-las.

A empresa admite que as ferramentas de detecção de IA têm limites.

Por isso, cruza vários sinais: engajamento, padrões de upload, metadados e softwares de terceiros.

Também rastreia táticas como envios em massa, faixas duplicadas, redes de playlists de spam e músicas artificialmente curtas.

Mais de 300 mil artistas já receberam o selo de verificação, que indica haver uma pessoa real por trás da música.

Eles respondem por mais de 99% das buscas feitas no Spotify.

Milhares de “personas de IA”, artistas cuja identidade é gerada por inteligência artificial, ganharam uma etiqueta própria e ficam fora das recomendações por padrão.

Continua após a publicidade Uma ferramenta que permite aos artistas aprovar lançamentos atribuídos a eles, hoje em teste, será liberada para todos até o fim do ano.

Já o piso de 1 000 reproduções para gerar royalties, em vigor desde 2024, virou uma barreira contra fraudes: faixas com alta probabilidade de terem sido feitas por IA têm dez vezes mais chance de não atingir esse mínimo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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