PF que vai avaliar se dinheiro a Marcola é ilegal ou imoral, diz Luchsinger
A empresária e lobista Roberta Luchsinger disse neste sábado (17), em entrevista exclusiva à CNN , que não enxerga nenhum crime no fato de ter emprestado dinheiro ao ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Ribeiro Santana, o Marcola, e que nunca recebeu nenhuma contrapartida dele pelos “favores”.
“Existe uma linha muito tênue entre a amizade e o cargo que ele ocupava.
Isso, pra mim, é um amigo me chegando e me pedindo um favor.
Talvez possa ser, da minha parte, amador ou imoral, não sei a palavra”, afirmou.
“Eu não sei onde isso vira crime, porque é um pedido de um amigo, um pedido pessoal que eu atendo.” Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência .
A investigação encontrou no celular da empresária “fotos de joias compradas de presente” para Marcola.
A defesa do ex-assessor alega que a compra das joias faz parte de um empréstimo posteriormente pago por ele.
“Se for crime, eu vou responder, vou me defender, vou responder ao devido processo legal.” Leia Mais Luchsinger diz que Lula precisa perguntar a Lulinha com o que ele trabalha Ministros me pediam ajuda para ter agenda com Lula, diz Luchsinger à CNN À CNN, Roberta Luchsinger rebate Lula: "Se sou pilantra, eles também são" “Eu não sei se isso é crime, mas não tem nenhuma contrapartida da partida do Marcola.
Eu não tenho um contrato público.
Eu nunca tive, em toda a minha vida”, afirmou Roberta à CNN Brasil .
“ Quem vai avaliar isso vai ser os ministros, relatores dos casos .
Se o ministro ou se a Polícia Federal chegar a uma conclusão ‘Olha, Roberta ter pagado uma conta do Marcola é crime’, ‘Não, não é crime’, ‘É imoral, mas não é ilegal’… Isso não sou eu que vou definir.” A empresária também afirmou que era procurada por vários ministros do governo por ter proximidade com Marcola e, por meio dele, conseguir “liberar agenda” para encontros com o presidente.
“Muitos pediam apoio, principalmente em relação ao chefe de gabinete.
Acho que devido à dificuldade que a maioria dos ministros tem hoje ao presidente, ou tinha naquela época, eles recorriam muito ao Fábio, a mim, para ajudar com Marcola a conseguir uma agenda ou a conseguir prioridade em algum projeto.” Em nota à CNN , a defesa de Marco Aurélio Ribeiro afirma que ele jamais se utilizou do cargo para atender a interesses privados de quem quer que fosse.
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