Como TCP criou esquema de monopólio de internet na Ilha do Governador, alvo de operação
A Polícia Civil realizou nesta terça-feira, 1°, a Operação Sinal Livre , contra um esquema de monopólio de internet pelo Terceiro Comando Puro (TCP) na comunidade Boogie Woogie , na Ilha do Governador , na Zona Norte do Rio de Janeiro .
São cumpridos oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos envolvidos.
Segundo as investigações, a facção expulsava empresas regulares de serviços de internet e transformava moradores em consumidores reféns.
“Técnicos de grandes operadoras de telecomunicações eram ameaçados e impedidos de entrar na comunidade para instalar, reparar ou realizar a manutenção das redes.
Em paralelo, os criminosos cortavam os cabos, vandalizavam os equipamentos e as estruturas das concessionárias”, informou a corporação em nota.
Os criminosos exercem essa forma de controle na região desde pelo menos 2022, de acordo com as apurações da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD).
O domínio na prestação dos serviços era, segundo a Polícia Civil, “convertido em vantagem econômica para provedores que conseguiam atuar na região, já que teriam relação com a facção”.
Eram utilizados cabos e equipamentos de concessionárias legais.
Esses materiais não são regularmente comercializados. document.createElement('video'); https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Video-2026-09-01-at-09.24.36.mp4 Continua após a publicidade + Como agia a quadrilha especializada em aplicar golpes bancários em idosos, capturada no Rio “Entre os fatos analisados está o relato de que a administração de um condomínio da região teria sido obrigada a aceitar o fornecimento de internet da empresa após funcionários comparecerem ao local acompanhados por traficantes e mediante ameaças”, acrescentou a Polícia Civil em comunicado.
Continua após a publicidade As investigações apontaram três homens como integrantes de diferentes níveis da estrutura criminosa.
Um deles seria responsável por um dos provedores; outro atuaria como responsável pela administração de outras duas empresas de internet; e o terceiro é apontado como responsável por impedir diretamente a atuação de técnicos das concessionárias.
Eles podem responder pelos crimes de receptação, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção ou perturbação de serviço de telecomunicação e associação criminosa.
Publicidade
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.