Reconstrução do São Paulo - Parte II
O primeiro artigo da série foi publicado neste espaço no dia 23 de setembro.
Nele, após breve recapitulação a respeito do conteúdo de textos publicados sobre o São Paulo Futebol Clube ("SPFC") desde 2017, a respeito da trajetória da crise do clube, afirmou-se que "se o campo de debate permanecer em âmbito político-associativo, pautado por reformas estatutárias, em micro ou macro escala; redução de dívida pelo clube, sem capital externo e uma entidade autônoma; moralização gerencial; redução de folha salarial; e temas conexos, o time estará perdido. Mesmo a história e as glórias do passado serão sombreadas pelos dramas do presente e a hecatombe do futuro".
Concluiu-se, então, que o "o sistema é bruto e, com o tempo, irá se recompor, em prol de interesses micro-coletivos ou individuais".
Recebi algumas mensagens de são-paulinos que integram a situação ou a oposição, e de outros que simplesmente torcem (e sofrem), contendo considerações, críticas, elogios e outras coisas mais. Em momento oportuno trarei algumas das provocações para debate.
Por ora, chama-se atenção para o momento atual do SPFC, ou melhor, do clube social, que reverbera no time profissional, e a insistência no erro que, acima, se apontou: o debate político-associativo e, pior, o conteúdo - e o mérito - que se está a produzir.
Circulam e (fervem) nas mídias sociais peças a respeito de uma chapa de oposição, encabeçada pelo Conselheiro Vitalício Marcelinho Portugal Gouveia, e, de outro lado, vídeos relacionados ao movimento de situação, todos com o propósito explícito de obter êxito em processo eleitoral que se avizinha.
A oposição, diante da maior crise da história do clube, aponta o dedo e pleiteia uma mudança, ao menos formal, de comando. Figuras carimbadas que até pouco tempo mandaram no clube - e participaram da intensificação da crise - compõem o grupo, pois, numa eleição, composições sempre se justificam. Mesmo assim, a chapa se legitima por posturas e posições adotadas nos últimos anos, de efetivo combate ao situacionismo, pela maioria de seus principais articuladores.
De outro lado, posiciona-se a chapa de situação que, por definição, controla os instrumentos de exercício do poder, mesmo que, ao longo dos anos, comandantes tenham sido trocados - afastados ou expulsos. Pessoas saíram e outras entraram, mas estiveram - e estão - conectadas pela proximidade com o próprio poder. E para preservar o poder. Mesmo que se tenha revelado um poder de destruição.
Chama atenção, nesse confronto, material disponibilizado pela chapa incumbente, que demonstra, para todos os fins, como o associativismo é o motivo da decadência do futebol profissional no São Paulo.
Em determinado vídeo, uma pequena multidão de associados e associadas desce uma rampa do clube e, ao fundo, toca a canção Seven Nation Army, da banda White Stripes, que sugere - foi a minha percepção - a união pela vitória. E o mote é o seguinte: a força de quem acredita no futuro do São Paulo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.