Ibovespa sobe mais de 1% com eleições no radar, apesar de inflação acima do esperado
O Ibovespa opera em alta nesta sexta-feira, 9, impulsionado pelo otimismo dos investidores com o cenário eleitoral brasileiro, mesmo após a divulgação de uma inflação acima das expectativas.
O principal índice da Bolsa brasileira avançava 1,06%, aos 208 404 pontos, enquanto o dólar recuava, em um movimento que contrasta com a valorização da moeda americana no exterior.
A recuperação ocorre após uma semana marcada por fortes oscilações.
Na segunda-feira, 5, o Ibovespa disparou em reação ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais e chegou a atingir a máxima de aproximadamente 209,6 mil pontos.
Nos pregões seguintes, o mercado passou por uma realização de lucros, pressionado também pela alta do petróleo e pelas perspectivas de novos aumentos dos juros nos Estados Unidos.
Apesar dos ajustes, a Bolsa encerrou a quinta-feira acima dos 206 mil pontos, preservando parte dos ganhos acumulados desde o início da semana.
A entrada de capital estrangeiro também contribuiu para sustentar a valorização dos ativos brasileiros.
Segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, a semana foi marcada por dois movimentos distintos: a reação positiva ao primeiro turno e, posteriormente, a cautela provocada pelo ambiente internacional.
Nesta sexta-feira, porém, o cenário doméstico voltou a ganhar protagonismo.
A pesquisa Datafolha que aponta Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos votos válidos reforçou, entre parte dos investidores, a expectativa de uma possível mudança na condução da política fiscal.
Continua após a publicidade Para Lima, o desempenho do câmbio mostra como o cenário eleitoral voltou a influenciar as decisões dos investidores.
“Nesta sexta, o dólar recua mesmo com a moeda americana subindo no exterior, sinal de que o componente doméstico ganha peso”, afirma.
O mercado associa uma eventual alternância de poder à possibilidade de maior controle das despesas públicas.
Essa avaliação, entretanto, ainda depende das propostas econômicas apresentadas pelos candidatos e da capacidade de aprovação das medidas no Congresso.
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