À CNN, Gaby Amarantos descreve devoção e relação com Círio de Nazaré
O manto que veste a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré foi apresentado aos fiéis na quinta-feira (8), na Basílica Santuário de Nazaré, em Belém (PA).
A revelação marca o início das celebrações do Círio de Nazaré , uma das maiores manifestações religiosas do Brasil e do mundo.
A festa, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade , é realizada há mais de 230 anos, tradicionalmente no segundo domingo de outubro, e reúne milhares de fiéis que percorrem as ruas de Belém em devoção à padroeira da Amazônia .
No ano passado, mais de 2,5 milhões de pessoas participaram da celebração, que inclui 14 romarias distribuídas ao longo do fim de semana e da chamada quadra nazarena.
Leia Mais Círio 2026: primeira romaria leva carros e barcas às ruas de Belém Vencedora do Grammy Latino, Xênia França é confirmada na Varanda de Nazaré Agenda do Círio: Zé Vaqueiro, Thiaguinho, Pablo e mais em Belém A cantora Gaby Amarantos concedeu entrevista ao Live CNN desta sexta-feira (9) e contou que sua ligação com Nossa Senhora de Nazaré começou ainda nos primeiros meses de vida.
“Eu nasci praticamente estreando com Nossa Senhora de Nazaré, porque eu sou uma pessoa que nasceu de sete meses, em agosto.
Como eu nasci muito pequenininha, a minha mãe fez uma promessa para Nossa Senhora de que, se eu vingasse, ela me levaria no Círio dois meses depois”, relatou Gaby.
“Na hora que Nossa Senhora passa, vem aquela revoada de gente, porque é sempre assim, essa energia, essa fé e essa emoção que a gente sente.
Um bombeiro me segurou e me levantou, uma coisa bem ‘Rei Leão'”, brincou a cantora.
Para Gaby, aquele instante foi o início da devoção que a acompanha até hoje .
“Acho que de lá ela já me escolheu para ser uma das suas filhas, e eu comecei a cantar na igreja”, afirmou.
O projeto “Laje da Nasa” Além da participação como artista, Gaby Amarantos criou, há três anos, um projeto chamado “ Laje da Naza “, nome que faz referência ao apelido carinhoso dado pelos devotos a Nossa Senhora de Nazaré.
O projeto acontece no Edifício Manoel Pinto da Silva , um ícone da arquitetura paraense e primeiro prédio de Belém, e tem como objetivo abrir espaço para artistas da periferia, do movimento do brega e do tecnobrega, além de pessoas negras e LGBTs, para homenagear a santa.
“Eu sentia falta de ter um lugar para a periferia poder estar presente , um espaço para a gente poder cantar, para trazer as cantoras de aparelhagem, os DJs, as pessoas desse movimento que é discriminado”, explicou Gaby.
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