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Brasil vai testar 1ª vacina de mRNA em humanos e mira usar a tecnologia contra câncer e outras doenças

G1 ·
Brasil vai testar 1ª vacina de mRNA em humanos e mira usar a tecnologia contra câncer e outras doenças

Brasil vai testar em humanos primeira vacina com mRNA com tecnologia 100% nacional Bernardo Portella O Brasil vai testar em humanos, pela primeira vez, uma vacina desenvolvida com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).

O imunizante criado pela Fiocruz contra a Covid-19 acaba de receber autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avançar ao estudo clínico.

Pesquisadores explicam que o avanço vai além do imunizante e muda o cenário da tecnologia em saúde no país.

Para você entender: o mRNA funciona como uma plataforma.

Em vez de injetar uma proteína pronta ou um vírus enfraquecido, como fazem as vacinas mais tradicionais, ela injeta uma instrução genética.

Essa lógica — trocar apenas a "mensagem" entregue à célula — é o que permite adaptar a mesma plataforma para diferentes doenças.

Chegar ao estudo clínico — etapa em que o imunizante passa a ser testado em humanos para comprovar segurança e eficácia — marca a primeira vez que pesquisadores brasileiros levam um tratamento com mRNA do laboratório até essa fase.

Segundo especialistas, essa conquista deve moldar o futuro do combate a diversas doenças, abrindo caminho para novos tratamentos — entre eles, contra o câncer.

Já há em laboratórios brasileiros pesquisas 100% nacionais usando essa tecnologia, em estágios diferentes de desenvolvimento: Um tratamento com RNA mensageiro já testado em animais fez células tumorais produzirem uma proteína capaz de induzir a própria morte do tumor, reduzindo seu volume em até 85%.

Uma versão da terapia CAR-T baseada em mRNA, ainda em fase de projeto, que dispensaria a etapa de retirar e modificar células do paciente fora do corpo — a mesma pesquisa vem sendo feita no mundo e, graças a essa tecnologia, também está sendo feita no Brasil.

O Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 210 milhões na plataforma para tirar do papel nos próximos anos pesquisas envolvendo a tecnologia em laboratórios na Fiocruz, Butantan e Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas), em Minas Gerais.

Fernanda Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, explica que isso permite que o país possa competir internacionalmente e esteja à frente de descobertas importantes que podem mudar o futuro dos tratamentos.

“A pesquisa brasileira pode ser capaz de competir internacionalmente, produzindo inovação e desenvolvimento tecnológico no país.

O mRNA pode abrir centenas de oportunidades que ainda não foram abertas e o objetivo é dominar esse conhecimento”, explica Fernanda.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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