Opções de compra crescem no mercado em meio à incerteza eleitoral
O aumento do volume de operações com opções de compra do EWZ, ETF que acompanha ações brasileiras e é negociado na bolsa americana, tem chamado a atenção do mercado nos últimos dias.
O movimento ocorre em um cenário de maior volatilidade e incertezas em torno das eleições brasileiras , levando investidores a buscar estratégias que permitam participar de uma eventual valorização da bolsa com perdas previamente limitadas.
Esse tipo de operação dá ao investidor o direito, mas não a obrigação de comprar determinado ativo por um preço previamente estabelecido, chamado strike , até uma data de vencimento.
“A estratégia permite apostar na valorização da bolsa sem assumir o mesmo risco de uma compra direta de ações ou de um ETF.
O investidor paga um prêmio pela opção e, caso o mercado não evolua como esperado, a perda fica limitada a esse valor”, explica Marilia Fontes, apresentadora do Resenha do Dinheiro.
Como funciona a operação? Por exemplo, o strike foi estabelecido em 5, enquanto o preço pago pela opção foi de R$ 1.
Se o ativo não alcançar o preço de exercício até o vencimento, o investidor perde apenas o valor desembolsado pelo prêmio.
Já quando a cotação supera o strike , a opção passa a gerar ganhos proporcionais à diferença entre o preço do ativo e o valor estabelecido no contrato, descontado o prêmio pago.
Assim, quanto mais o ativo se valoriza, maior pode ser o ganho da operação.
“Você pode perder pouco, mas, caso o cenário positivo aconteça, a bolsa pode disparar e as pessoas podem ganhar muito mais do que se estivessem investindo somente na bolsa brasileira”, afirma Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb.
Essa operação pode ser entendida como uma forma de limitar o risco em um momento de elevada incerteza.
“ É uma tentativa de precificação da eleição.
Se acontece o caso oposto, a perda é limitada.
Por isso, esse contrato controla o risco dessa forma, diminuindo a volatilidade para o investidor final”, ressalta a apresentadora.
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