'Vai passar', 'seja forte', entre outras: psicóloga lista frases que você não deve falar a uma paciente com câncer de mama
Psicóloga lista frases que você não deve falar para uma paciente com câncer de mama Na tentativa de confortar uma mulher em tratamento contra o câncer, familiares e amigos podem recorrer a frases como “vai passar”, “você precisa ser forte” ou “o cabelo cresce”.
Embora geralmente sejam ditas com boa intenção, essas expressões podem minimizar o sofrimento e impedir que a paciente manifeste medo, raiva, tristeza e ansiedade — sentimentos naturais e esperados para pacientes oncológicos.
Para uma psico-oncologista ouvida pela RBS TV, o apoio começa pela capacidade de escutar sem tentar eliminar imediatamente a dor do outro.
“Muitas vezes a gente não precisa falar.
A gente tem que suportar ouvir e estar presente", explica Monica Echeverria de Oliveira. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A profissional aponta que as pacientes frequentemente se queixam de frases como “vai passar” e de comparações com outras pessoas que enfrentaram a doença.
Outro exemplo é tratar a perda do cabelo como algo menor porque os fios voltarão a crescer.
Foi o que viveu Liliana Cardoso, que passou por quimioterapia depois de receber o diagnóstico de câncer de mama.
“Uma das coisas que talvez não apareça tanto, mas para mim foi muito impactante, foi a perda do cabelo, a perda da identidade”, conta.
Ela ouviu que perder o cabelo seria “o de menos” e que cresceria novamente.
Para Liliana, porém, a mudança atingiu diretamente a forma como se reconhecia.
“Cada pessoa sente de um jeito.
É muito difícil, de uma hora para outra, sentir o nosso corpo mudando dessa forma.” 🔎 Hoje, 19 de outubro, é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama.
Psicóloga Monica Echeverria, repórter Carolina Aguaidas e paciente oncológica Liliana Cardoso conversaram sobre o diagnóstico de câncer de mama Reprodução/RBS TV O que evitar Segundo a especialista, algumas atitudes que podem aumentar o sofrimento são: dizer simplesmente que “vai passar”; comparar a paciente com outras pessoas; minimizar mudanças provocadas pelo tratamento; exigir que a mulher permaneça forte ou positiva o tempo inteiro; tentar apresentar uma solução imediata quando ela precisa ser ouvida.
A psico-oncologista afirma que medo, raiva, ansiedade, angústia e tristeza são reações esperadas diante do diagnóstico.
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