Secretaria de Segurança do ES admite erro em fotos de apreensões geradas por IA e determina apuração interna; veja FOTOS
Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo Reprodução/Sesp A Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) confirmou o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para a edição de imagens de apreensões realizadas pelas polícias Civil e Militar.
Um levantamento exclusivo realizado pelo g1 apontou distorções em fotos divulgadas pelas corporações com erros em drogas, cédulas e munições.
Por nota, a pasta declarou reconhecer que o uso foi "inadequado" e que determinou uma apuração interna para identificar se há outros casos similares (veja a nota na íntegra ao final da reportagem). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp “A Sesp reconhece que o encaminhamento foi inadequado e informa que já orientou as áreas responsáveis para que recursos de inteligência artificial generativa não sejam utilizados em fotografias destinadas à divulgação de materiais apreendidos, de forma a garantir a fidelidade dos registros apresentados à sociedade”, disse a nota.
Entenda o levantamento Imagens de apreensões divulgadas pelas polícias Civil e Militar do Espírito Santo foram modificadas por ferramentas de inteligência artificial (IA).
A investigação realizada pelo g1 revelou falhas como cédulas de Real deformadas, munições flutuantes e pinos de cocaína distorcidos.
O levantamento exclusivo, realizado ao longo do mês de agosto, analisou os materiais distribuídos pelas assessorias das corporações a veículos de imprensa e revelou que ao menos oito supostos registros de apreensões de drogas e armas não são fotografias documentais autênticas.
Polícia do ES divulga fotos de apreensões modificadas por IA com distorções Os exames técnicos — feitos por especialistas e ferramentas de detecção de IA — revelam também itens duplicados e armas mecanicamente incoerentes.
Segundo o advogado criminalista Raphael Boldt, a manipulação das imagens pode colocar sob suspeita outras divulgações e até elementos de prova produzidos pelas corporações.
“Mesmo sem integrar o inquérito, essa prática pode produzir desinformação institucional, violar direitos de pessoas identificáveis, justificar direito de resposta e indenização e, em situações mais graves, gerar responsabilização administrativa ou penal”, destacou.
Como análise foi feita As oito imagens, enviadas pelas corporações entre os dias 4 e 28 de agosto no WhatsApp, foram analisadas pelo g1 com o auxílio de especialistas em inteligência artificial e de ferramentas de detecção de conteúdo gerado ou modificado por IA. ⬇️ Veja mais abaixo todas as fotos modificadas e os erros encontrados.
As fotografias foram submetidas a três detectores: Hive Moderation, Is It AI? e AI or Not.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Espírito Santo.