PVC: Marcelo Paz entende que quem decide é o presidente do Corinthians
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O executivo de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, tentou blindar Fernando Diniz ao bancar a permanência do treinador, mas tem consciência que a palavra final é do presidente Osmar Stabile, disse Paulo Vinícius Coelho no De Primeira , do Canal UOL.
Paz disse que lideranças do elenco pediram a continuidade do treinador, o que pesou para permanência de Diniz. Segundo PVC, parte do clube reagiu mal por entender que a decisão deveria ser do comando do futebol, não dos jogadores.
O Marcelo Paz pediu para dar a entrevista antes do Fernando Diniz para blindar e afastar a hipótese do Diniz ter que responder a 10, 12 perguntas sobre se ele seria demitido ou não. Então ele tomou a frente e disse: 'Ele não vai ser demitido. Os jogadores vieram de livre e espontânea vontade conversar comigo e com o presidente Osmar Stabile, dizendo que querem a permanência dele'. Qual é o contradiscurso no Parque São Jorge? 'O Marcelo Paz tem que tomar a decisão, ele é o executivo'. PVC
PVC disse que a fala de Paz expôs a diferença de forças entre a política do clube e o dia a dia do departamento de futebol. Ele citou a disputa entre "Parque São Jorge e CT Joaquim Grava" para explicar a divisão nos bastidores do Corinthians.
O Parque São Jorge tem um pensamento diferente de Itaquera. A gente sempre usou essa metáfora, Parque São Jorge e CT Joaquim Grava. No Parque São Jorge muita gente está de olho no Marcelo Paz, dizendo: 'É ele que tem que tomar a decisão, não são os jogadores'. PVC
Ao comentar o papel do dirigente, PVC disse ver em Paz uma postura de respeito aos limites hierárquicos no clube, colocando-se abaixo do presidente, responsável final por decisões importantes.
Ele tem uma postura democrática. Ele fala: 'Cara, eu era presidente do Fortaleza, aqui eu não sou presidente. A decisão não é minha, eu sou o executivo'. Ele admite, ele não é o presidente, ele não vai tomar todas as decisões pelo presidente. PVC
O colunista Pedro Lopes avaliou que ouvir o elenco é um movimento esperado quando a troca de técnico vira aposta em "choque" de curto prazo, mas ponderou que o cenário para Diniz pode ficar insustentável se os resultados não mudarem.
Eu vejo como um processo natural ouvir os jogadores, o que não significa que quem tomou a decisão foram os jogadores. Eu acho que foi uma coisa conjunta ouvindo essas lideranças. Agora, como o PVC está falando, se a situação continuar dessa forma, fica insustentável pro Fernando Diniz. Pedro Lopes
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