Rede de postos era usada para lavar dinheiro no Rio, diz PF
Investigação da Polícia Federal apura um esquema de R$ 7,6 bilhões que usava uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro para lavar dinheiro.
A corporação deflagrou operação nesta 5ª feira (15.out.2026) e prendeu o d eputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil-RJ).
Foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal .
Leia a íntegra da decisão (PDF – 2 MB).
“Os elementos colhidos revelariam a existência de sofisticada organização criminosa responsável pela movimentação de valores superiores a R$ 7,6 bilhões, mediante utilização de extensa rede empresarial, especialmente no setor de combustíveis, além de manter relações com agentes públicos responsáveis por garantir proteção institucional às atividades ilícitas” , indica a PF.
Nas investigações, a corporação descreve a organização como uma “estrutura estável e permanente, com divisão funcional de tarefas, composta por núcleos político, econômico-financeiro, operacional e institucional” .
Segundo a PF, o objetivo do esquema era a obtenção de vantagens ilícitas por meio da exploração econômica de postos de combustíveis, lavagem de dinheiro, direcionamento de contratos públicos e cooptação de agentes públicos .
A operação resultou no cumprimento de outros 5 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
Moraes determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro.
Desse total, 96 são postos de combustíveis suspeitos de serem usados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa.
MÁRCIO CANELA Sobre Canella, a PF indica que o ex-prefeito de Belford Roxo exercia “função estratégica de articulação política” no esquema e era “ beneficiário de valores distribuídos pelo grupo”.
Canella recebeu 197.178 votos e foi o 2º mais votado para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
O Poder360 procurou a defesa de Canella por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da operação da PF.
Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
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