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Fonseca luta, Heide domina no saque, e Brasil faz 2 a 0 na Suíça na Davis

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Fonseca luta, Heide domina no saque, e Brasil faz 2 a 0 na Suíça na Davis

O Brasil terminou o primeiro dia da Copa Davis com uma vantagem soberana sobre a Suíça: 2 a 0. No jogo inicial do confronto no Rio de Janeiro, jogado em quadra dura indoor, João Fonseca esteve longe de seu melhor tênis, mas lutou e encontrou uma maneia de derrotar Dominic Stricker de virada, por 4/6, 6/3 e 6/2. Depois, Gustavo Heide deu poucas chances a Stan Wawrinka com seu saque e triunfou por 4/6, 7/6(4) e 6/4.

O confronto continua neste sábado, às 14h. Primeiro, nas duplas, Rafael Matos e Orlando Luz encaram Jakub Paul e Dominic Stricker. Depois, Fonseca duela com Wawrinka. Por último, se necessário Heide e Stricker fazem o jogo decisivo. Os capitães dos dois times podem mudar as escalações antes de cada partida.

O principal mérito de João foi manter a cabeça no lugar num dia em que seu tênis estava longe de seu melhor. Depois de perder o primeiro set, o carioca não se desesperou, passou a sacar melhor e confirmar o serviço com menos problemas e, mesmo sem fazer uma apresentação brilhante, dominante, manteve um nível bom o bastante para aproveitar um game ruim de Stricker na reta final do segundo set. Com a quebra e a parcial vencida, João foi melhor no terceiro set, enquanto o suíço não teve nível bom e consistente o bastante.

As lágrimas após o match point, em uma vitória que não foi nem tão dramática, mostram o peso que foi colocado nos ombros de Fonseca. Jogar em casa, no Rio de Janeiro, como número 1 do Brasil e principal responsável pelo resultado do time, é um fardo menos simples de carregar do que muita gente imagina. João e seus 20 anos suportaram esse peso e deram o primeiro ponto para o Brasil.

Depois do jogo, João admitiu que estava 100% nem fisicamente nem mentalmente, que não tinha certeza nem se poderia jogar, que conversou isso com o capitão Jaime Oncins quando juntou-se ao time, e que foi uma vitória muito importante para a jornada dele no esporte, no tênis.

No geral, não foi um jogo bonito. Em um piso lento, os tenistas acumularam, juntos, 74 erros não forçados (38 do brasileiro) e 44 winners (23 de Fonseca). Como ninguém ganha bônus por de jogo bonito na Copa Davis, valeu muito a vitória de João Fonseca. Com o Brasil à frente, Heide pôde entrar em quadra com um peso muito menor nas costas.

O duelo entre Heide e Wawrinka teve apenas dois break points convertidos. O primeiro, pelo suíço, de forma inesperada. Até o décimo game do primeiro set, o paulista não tinha cedido um ponto sequer com o serviço. Quatro games confirmados, 16 pontos vencidos em 16 pontos disputados. Foi aí, contudo, que o #2 do Brasil jogou uma direita na rede, outra para fora e acabou quebrado ao mandar uma esquerda na rede.

O jogo mudou pouco no segundo set, e só Wawrinka encarou break points na parcial. Salvou três deles e foi ao tie-break. Heide até saiu atrás no game de desempate, mas fez uma reta final brilhante, saindo de 1/4 para 7/4, contando com duas direitas ruins de Wawrinka para conseguir os mini-breaks que fizeram a diferença.

Na parcial decisiva, Heide seguiu mantendo seu serviço sem ser ameaçado. Wawrinka, sacando atrás no placar, tinha sempre mais pressão. Salvou quatro break points no sexto game.

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