Mortes decorrentes de intervenção policial voltam a crescer na gestão Tarcísio e atingem maior número desde 2020 na cidade de SP
Exclusivo: SP1 revela imagens de ocorrência que terminou com morte policial O número de mortes decorrentes de intervenção policial na cidade de São Paulo voltou a crescer durante a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) e atingiu o maior patamar desde 2020.
Entre janeiro e setembro deste ano, foram registradas 191 mortes, segundo dados do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Isto é, a média foi de uma morte a cada 34 horas em 2026.
Os dados incluem mortes provocadas por policiais em serviço e de folga.
O total considera os nove primeiros meses de cada ano e mostra uma mudança na trajetória dos registros a partir de 2023, primeiro ano do governo Tarcísio.
Entre janeiro e setembro de 2020, foram contabilizadas 264 mortes.
O número caiu para 178 em 2021 e chegou a 124 em 2022, último ano do governo Rodrigo Garcia (PSDB).
A partir de 2023, porém, os registros voltaram a subir ano a ano.
Foram 141 mortes nos nove primeiros meses daquele ano, 176 em 2024, 188 em 2025 e 191 em 2026.
Na comparação entre 2022 e 2026, o aumento foi de 54%, de 124 para 191 mortes.
Em 2026, a média foi de uma morte a cada 34 horas.
Mortes em decorrência de intervenção policial na cidade de São Paulo.
Arte/TV Globo Casos recentes Duas ocorrências recentes na capital paulista terminaram com mortes durante abordagens policiais e dezenas de disparos de armas de fogo.
No sábado (10), Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto com 27 tiros disparados por policiais militares durante uma abordagem em Moema, na Zona Sul da cidade.
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