Elon Musk ordenou redução da velocidade da Starlink na Ucrânia, diz jornal
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o fundador e CEO da SpaceX e da xAI, Elon Musk, falam com jornalistas na entrada da Casa Branca após um almoço com líderes do setor de tecnologia na Sala Leste, em Washington.
Jonathan Ernst / Reuters O CEO da empresa SpaceX, Elon Musk, ordenou na semana passada a redução da velocidade de uma versão de nível militar do serviço de satélites Starlink, do qual a Ucrânia depende, noticiou o jornal The Wall Street Journal (WSJ) nesta terça-feira (20), citando autoridades dos Estados Unidos e fontes familiarizadas com o assunto.
Horas depois, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as decisões sobre o acesso da Ucrânia à Starlink cabiam à SpaceX e a Elon Musk, e não à Casa Branca, dando a entender que a decisão sobre a redução de velocidade era de Musk.
"Não tenho conhecimento de que soubéssemos dessa decisão antecipadamente.
Mas isso é irrelevante", declarou Rubio durante uma viagem à Índia.
"O ponto principal é que isso é regido por um contrato comercial privado, que determina como os equipamentos podem ser utilizados e em quais velocidades poderão operar." A Ucrânia utiliza os sistemas de satélite da SpaceX para comunicações no campo de batalha e em operações com drones.
A restrição do serviço prejudicou as missões de ataque e de defesa aérea realizadas pelas Forças Armadas ucranianas.
VEJA TAMBÉM: Agora no g1 Reportagens contraditórias Segundo a reportagem do WSJ, Musk e o presidente dos EUA, Donald Trump, discutiram a decisão sobre a Starlink numa ligação realizada pouco depois de a redução de velocidade se tornar pública, enquanto Trump fazia campanha na semana passada.
O WSJ acrescentou que os dois também haviam discutido o assunto antes da decisão de limitar a velocidade da Starlink.
Anteriormente, a agência de notícias Reuters havia citado duas autoridades americanas e uma autoridade ocidental informada sobre o tema, segundo as quais a decisão teria partido, em última instância, da Casa Branca.
Essa mesma versão foi defendida pelo presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, mas negada pelo governo dos Estados Unidos.
Trump afirmou na semana passada que não acreditava que nem ele nem Musk fossem responsáveis pela perda de acesso da Ucrânia à Starlink, enquanto Musk declarou que quaisquer limitações de velocidade ou do uso do sistema eram decididas pelas Forças Armadas dos EUA ou pelo presidente americano.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, descreveu a interrupção da Starlink como uma questão comercial.
"Existem termos de serviço que, em última instância, precisam ser cumpridos, e é nesse contexto que a Starlink tem a opção de tomar essas decisões", disse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.