Com duas dobradinhas, Brasil abre Sul-Americano Sub-23 com 11 medalhas
Seleção conquista três ouros em Santa Fé, com dobradinhas no salto com vara e no triplo masculino e vitória de Karine Martins no triplo feminino
O Brasil conquistou 11 medalhas no primeiro dia do Campeonato Sul-Americano Sub-23 de Atletismo, nesta sexta-feira (16), em Santa Fé, na Argentina. Com três ouros, três pratas e cinco bronzes, a seleção teve como destaques as dobradinhas no salto com vara e no salto triplo masculino, além do título de Karine Estefane Martins no triplo feminino.
Benjamin da Silva Oliveira venceu o salto triplo com 15,84 m e dividiu o pódio com Luan Robert Souza Ramiro Silva, prata com 15,51 m. O venezuelano Miguel Alejandro Pirela completou os três primeiros, com 15,45 m, apenas seis centímetros atrás do segundo brasileiro.
Amazonense de 19 anos, Benjamin ainda pertence à categoria Sub-20 e foi oitavo colocado no Mundial de Eugene, em agosto. Ele e Luan, de 20 anos, treinam com Larissa Paula de Moura no Centro de Excelência de Atletismo de São Bernardo do Campo.
No salto com vara, Pedro Henrique dos Santos Aparecido garantiu o ouro com 5,00 m. Aurélio Miguel de Souza Leite assegurou a dobradinha brasileira ao superar 4,90 m, enquanto o equatoriano Andy Espinoza ficou com o bronze, com 4,70 m.
Campeão sul-americano Sub-20 em 2024, Pedro chegou ao título na nova categoria após enfrentar uma lesão. O atleta de 21 anos relatou que machucou o pé esquerdo, utilizado na impulsão, três semanas antes da competição e chegou a temer ficar fora da disputa.
Karine Estefane Martins venceu o salto triplo feminino com 12,85 m. Aos 18 anos, a catarinense superou a venezuelana Yenifer Nicole Mendoza, prata com 12,74 m. Maria Eduarda Cândido Teixeira alcançou a mesma distância da vice-campeã e terminou com o bronze.
A conquista ampliou a sequência de resultados internacionais de Karine na temporada. Antes do Sul-Americano, ela terminou em nono lugar no Mundial Sub-20, com 12,80 m, e conquistou o bronze no Ibero-Americano da categoria, com 13,02 m.
Nos 10.000 m, Kauane Rebeca Joaquim conquistou o bronze com 36min34s15 e melhorou seu recorde pessoal em 1min14s57. A marca anterior da brasileira era de 37min48s72, registrada em abril, no Troféu Adhemar Ferreira da Silva.
Taniele Rodrigues Jesus da Silva ficou com a prata no arremesso do peso, com 14,32 m, atrás da equatoriana Belsy Quiñonez, campeã com 17,07 m. Foi o terceiro pódio da brasileira no torneio, depois do bronze de 2022 e do ouro de 2024.
Suellen Vitória Silva de Sant’Anna também levou o bronze nos 100 m, com 11s80, em uma final disputada com vento contrário de 2,2 m/s. No lançamento do martelo, Agnys Eduarda Ribeiro dos Santos terminou em terceiro lugar, com 61,08 m.
O quinto bronze brasileiro veio no revezamento 4×400 m misto. Emerson Vieira do Nascimento, Sabrina Gabrieli Pena, Renan Miguel Alves dos Santos e Júlia Aparecida Rocha Ribeiro completaram a prova em 3min24s75. O Equador venceu com 3min24s13, seguido pela Venezuela, com 3min24s47.
Renan Miguel Alves dos Santos terminou os 1.500 m em quarto lugar, com 3min54s99. O brasileiro perdeu o bronze para o argentino Uriel Muñoz por cinco milésimos, diferença que não aparece no tempo apresentado em centésimos.
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