Armação política? Lindbergh é acusado de pagar por falsa denúncia de estupro contra Alfredo Gaspar
Comerciante acusa deputado do PT de articular falsa acusação de violência sexual contra candidato do PL; Lindbergh rebate, aponta irregularidades na apuração e fala em armação política
O deputado federal Lindbergh Farias ( PT -RJ) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (10) para pedir o cancelamento de uma investigação que o acusa de ter forjado uma denúncia de estupro contra Alfredo Gaspar ( PL -AL), candidato à vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
O caso teve início após depoimento prestado à Polícia Legislativa Federal por um comerciante chamado de Luiz Antônio Lopes, que afirmou ter participado de um esquema pago para incriminar o parlamentar alagoano.
No dia 5 deste mês, o petista chegou a procurar o deputado Sóstenes Cavalcante ( PL -RJ) para tratar da denúncia de estupro de vulnerável que formulou contra Alfredo Gaspar.
Segundo Sóstenes Cavalcante, o contato de Lindbergh buscava uma espécie de acordo de retratação , no qual a publicação de uma nota abriria caminho para a retirada de processos feitos por Gaspar contra o petista.
O episódio remonta a março, quando suspeitas de violência sexual envolvendo uma suposta menor de idade foram levantadas por Lindbergh e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a CPMI do INSS, relatada por Gaspar, em que o deputado pediu o indiciamento do filho mais velho do presidente da República, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha.
Em sua defesa, Alfredo Gaspar negou as acusações e afirma ser vítima de “perseguição política” motivada por seu trabalho como relator da CPI.
Gaspar sustentou que o caso citado envolve, na verdade, um relacionamento de seu primo, Maurício César Brêda Filho, com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade. O deputado alegou ainda que ele próprio realizou exame de DNA para comprovar a ausência de vínculo.
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