J.K. Rowling diz que sofreu ameaças de morte, estupro e tortura, após escrever textos transfóbicos
J.K.
Rowling durante a pré-estreia de 'Animais Fantásticos, em 2018, em Londres Joel C Ryan/Invision/AP J.K.
Rowling fez um novo texto sobre suas posições políticas, seis anos após ser criticada por fazer comentários transfóbicos nas redes sociais.
Na nova postagem, feita em seu site, a autora da série de livros "Harry Potter" diz que suas opiniões não mudaram não mudaram, apesar do assédio e das ameaças de morte que ela tem recebido desde então.
"No final da noite de sábado, enquanto olhava fotos de crianças antes de ir dormir, esqueci a primeira regra do Twitter — nunca, jamais espere uma conversa cheia de nuances — e reagi ao que considerei uma linguagem degradante sobre as mulheres.
Desde então, venho pagando o preço.
Fui chamada de transfóbica, de 'cunt' (vagabunda/canalha), de 'bitch' (vadia), de TERF [feminista radical trans-excludente].
Disseram que eu merecia ser cancelada, espancada e morta. 'Você é o Voldemort', disse uma pessoa, claramente achando que essa era a única linguagem que eu seria capaz de entender", contou a autora.
Em junho de 2020, J.K.
Rowling recebeu uma série de críticas após a autora responder a um artigo de opinião do site de desenvolvimento global Devex que a deixou ressentida com o título "Criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam".
"'Pessoas que menstruam'.
Tenho certeza de que costumava haver uma palavra para essas pessoas.
Alguém me ajude? Wumben? Wimpund? Woomud? [modificações propositais da palavra 'woman', que significa mulher em inglês]", disse Rowling.
"Minhas opiniões não mudaram, mas o cenário, sem dúvida, mudou; além disso, meu próprio envolvimento com a questão tornou-se tanto prático quanto teórico, por isso achei que era hora de uma atualização", afirmou a autora, citando o apoio de seu instituto, o J.K.
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