'Achei que ia morrer', diz mulher que rompeu com ciclo de violência doméstica
'Achei que ia morrer', diz mulher que rompeu com ciclo de violência doméstica “Em 2010, eu achei que eu ia morrer.” A frase de Valéria Lopes, resume o abismo entre a vida que ela tinha e a que conseguiu reconstruir.
Valéria sofreu agressões físicas, violência sexual, ameaças e perseguição.
Depois de conseguir romper o ciclo de violência, deixou sua cidade, encontrou uma rede de apoio, se mudou para Araraquara (SP), se formou como técnica de enfermagem, se casou e hoje ajuda outras mulheres. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Antes de se formar como técnica de enfermagem e ser aplaudida de pé na própria formatura, ela precisou fingir que estava desmaiada para escapar de uma agressão, conviver com ameaças, perseguição e violência sexual e encontrar forças para deixar para trás uma relação que quase tirou sua vida.
Ela faz parte das histórias contadas pela série especial “Dona Penha”, da EPTV, que marca os 20 anos da Lei Maria da Penha.
Valéria Lopes reconstruiu a vida após mudar de cidade, se casou e se formou em técnica de enfermagem em Araraquara Arquivo pessoal Leia também: AJUDA: Violência contra mulher: veja DDMs e outros locais para buscar ajuda em cidades do interior de SP LEI: 'Dona Penha': entenda tipos de violência contra a mulher e como a Lei Maria da Penha se fortaleceu em 20 anos LUTO: 'Ele não destruiu só a vida dela, destruiu a nossa': a dor de famílias após feminicídios Recomeço em Araraquara Para conseguir romper com o ciclo de violência, Valéria precisou deixar para trás a cidade, a família e a vida que conhecia.
“Eu cheguei na Araraquara quando eu coloquei o pé.
Será que eu vou ser feliz aqui? Numa terra que eu não conheço ninguém", recordou.
Ela encontrou acolhimento na casa de uma mulher que decidiu ajudá-la.
A mulher que a acolheu também tinha vivido uma história de violência e compartilhou com Valéria uma frase que ficou marcada.“Faça por alguém o que eu tô fazendo hoje por você.” A partir daquele momento, Valéria começou a reconstruir a própria vida.
Após anos de relacionamento abusivo, hoje Valéria tem outra vida em Araraquara Reprodução/EPTV Nova profissão e transformação O recomeço também passou pelos estudos.
Valéria voltou a estudar e conseguiu se formar como técnica de enfermagem.A formatura foi um dos momentos mais marcantes dessa nova fase.
“A minha formatura foi algo lindo.
Gente, eu fui aplaudida de pé quando eu fui a paraninfa da turma.
Eu falei, cara, eu tô vivendo", contou.
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