A VIDA E OS FREIOS DE ARRUMAÇÃO: Correr nem sempre é o melhor caminho
Vivemos em uma época em que correr parece ter se tornado sinônimo de competência, sucesso e realização.
Corremos para trabalhar, produzir, ganhar dinheiro, conquistar posições, cumprir compromissos e alcançar objetivos.
A pressa passou a ser exibida como uma medalha, enquanto o descanso, a contemplação e a pausa são vistos quase como sinais de fraqueza.
Porém, em algum momento dessa viagem, a própria vida nos obriga a compreender que velocidade não é sinônimo de direção e que chegar primeiro não significa, necessariamente, chegar bem.
É justamente nesses momentos que surgem os chamados “freios de arrumação”.
São aquelas situações que nos obrigam a diminuir a velocidade, interromper a marcha e reorganizar aquilo que foi se desarrumando dentro de nós.
Algumas vezes, puxamos o freio de mão por decisão própria.
Em outras, a vida o aciona sem pedir licença: uma doença, uma perda, uma decepção, um problema familiar, um esgotamento emocional ou simplesmente a sensação de que, apesar de tantas conquistas, alguma coisa essencial ficou pelo caminho.
Nas estradas, os freios existem para evitar acidentes, permitir curvas seguras e proteger vidas.
Na existência humana, cumprem função semelhante.
Desacelerar não significa abandonar a viagem.
Significa observar a pista, avaliar as condições do caminho e verificar se ainda estamos seguindo na direção correta.
Há momentos em que continuar correndo pode ser mais perigoso do que parar.
Há decisões que somente conseguimos tomar quando o barulho da pressa diminui e conseguimos ouvir aquilo que a consciência tenta nos dizer há muito tempo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.