MPSP denuncia 19 suspeitos de envolvimento em "banco paralelo" do PCC
O Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) denunciou, na última sexta-feira (11/9), 19 suspeitos de envolvimento no grupo criminoso alvo da Operação Janus .
Deflagrada em julho deste ano, a operação mirou um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital ( PCC ).
Além da condenação dos presos, a denúncia pede pagamento de, ao menos R$ 10 milhões , como reparação por danos coletivos e sociais.
Segundo os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os investigados criaram um banco clandestino para ocultar valores provenientes do tráfico de drogas e outras atividades criminosas .
O esquema envolvia empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e operações chamadas de “troca de TED por vivo” , que consistiam na troca de transferências bancárias por dinheiro em espécie.
Alvos da Operação Janus contra esquema do PCC Cléber Azevedo dos Santos Robson Martins de Souza Antonio Carlos Ubaldo Júnior Paulo Rogério Silva, o “Paulo Barão” Odair Alves da Silveira Filho Marlon Antonio Fontana Bruno Ramos Fernandes Meire Bomfim da Silva Poza Leonardo Monteiro Moja, o “Léo do Moinho” (já estava preso) André de Souza Haddad, o “Minhoca” Alexandre Viriato da Silva, o “Gordão” ou “Gordinho” Alexandre Salles Brito, o “Buiu” (já estava preso) Marcelo de Morais Oliveira Leonardo Meirelles Danillo Vinicius da Silva Rosario Antonio Carlos Sampaio, o “Kaká”, “Dakar” ou “Compadre” Raphael Flores Rodriguez, o “Batata” Amjad Ahmad, o “Amim” A denúncia foi apresentada com base em elementos obtidos durante a operação, como trocas de mensagens, áudios e planilhas.
O material indicou movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas por algumas empresas, além de transferências com objetivo de ocultar os recursos.
Segundo o MPSP, uma das empresas movimentou mais de R$ 28 milhões em um período de seis meses, embora o faturamento anual declarado fosse de aproximadamente R$ 5 milhões.
Tribunal do Crime Os operadores financeiros do PCC também atuaram em episódios identificados como “tribunais do crime” e teriam participado de reuniões destinadas à resolução de conflitos patrimoniais.
Em um dos casos, o grupo financeiro recorreu à facção para resolver uma disputa relacionada a imóveis de luxo na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista.
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