Como ferramentas de IA de plataformas como a Roblox democratizam a criação de games
Por muito tempo, criar videogames exigia profundos conhecimentos tecnológicos, equipes numerosas de designers e roteiristas — e anos de desenvolvimento.
Era investimento não raro da ordem de centenas de milhões de dólares, até então ao alcance apenas dos grandes estúdios.
Mas essa realidade está mudando numa velocidade tão vertiginosa quanto a dos golpes e das aceleradas diante dos consoles.
Com ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA), basta hoje ter um celular na mão e uma ideia na cabeça para se criar um game.
Semanas atrás, durante a Roblox Developers Conference, em San José, nos Estados Unidos, a empresa americana deu os primeiros passos para simplificar e democratizar ainda mais a complexa engenharia por trás dessas diversões virtuais.
Comandados por David Baszucki, CEO da empresa, os engenheiros da plataforma mostraram como comandos de texto simples digitados num celular se convertem em cenários tridimensionais jogáveis em questão de segundos.
O catalisador da mudança atende pelo nome de Build, ferramenta de IA anunciada no evento, que permite criar e testar experiências virtuais a partir de instruções em linguagem natural.
“Hoje, se você tem uma sacada andando na rua, é possível tirar o celular do bolso e testar a viabilidade do que imaginou”, disse a VEJA Anupam Singh, vice-presidente de engenharia da Roblox.
Jogos como Animal Hospital , simulador de uma peculiar clínica veterinária que foi o grande vencedor da premiação, poderão ser desenvolvidos com mais facilidade e rapidez.
COLETIVO - Evento da Roblox em San Jose: entusiastas do “faça você mesmo” Joshua Leung/.
Continua após a publicidade A tecnologia permite reduzir custos operacionais e acelerar a validação de mecânicas de jogo.
Mais que isso, altera o próprio perfil de quem desenvolve.
“Meu filho de 4 anos construiu um jogo de matemática comigo usando o aplicativo em apenas dez minutos”, diz Vlad Loktev, chefe do ecossistema de criadores da empresa.
Nos testes iniciais da ferramenta na Nova Zelândia, 71% das pessoas que publicaram jogos nunca haviam utilizado o ambiente tradicional de desenvolvimento da plataforma.
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