Os 10 melhores álbuns feitos por adolescentes, segundo site
A capacidade de artistas muito jovens de criarem obras que parecem maiores do que sua própria experiência de vida permitiria sempre foi fascinante.
Para além de riffs que se tornam sucessos instantâneos e sonoridades que mesclam referências tão diversas que apenas um cérebro que não acabou de se formar poderia conceber, a habilidade de adolescentes abordarem temas complexos e universais em suas letras deixa muito adulto de queixo caído há séculos.
Talvez esse poder venha da liberdade de experimentar sem conhecer inteiramente as regras, da disposição para desafiar convenções ou simplesmente da urgência de expressar algo antes que o mundo ensine que determinadas ambições são grandes demais.
Na música, essa combinação já produziu alguns dos discos mais importantes de diferentes gerações.
A história da música internacional está repleta de exemplos dessa inquietação.
Bob Dylan tinha pouco mais de 20 anos quando começou a transformar a canção folk em instrumento de comentário social e reflexão pessoal.
Os Beatles ainda tinham entre 20 e 22 anos quando lançaram Please Please Me (1963), seu primeiro álbum de estúdio.
No hip-hop, N.W.A ajudou a mudar o debate sobre raça, violência policial e desigualdade nos Estados Unidos com Straight Outta Compton (1988), quando seus integrantes tinham entre 19 e 23 anos.
Os álbuns a seguir, listados pela Far Out Magazine como 10 dos melhores álbuns já lançados por adolescentes, mostram como músicos muito jovens conseguiram deixar marcas duradouras na cultura popular.
São trabalhos que capturam não apenas o talento de seus criadores, mas também a ousadia de quem ainda não tinha motivos suficientes para acreditar que determinadas ideias seriam impossíveis.
10º lugar: Alas, I Cannot Swim (2008) – Laura Marling Laura Marling tinha apenas 17 anos quando gravou seu álbum de estreia, lançado em 2008.
Em uma época na qual o pop britânico ganhava destaque com artistas ligados à música eletrônica, ao indie rock e às canções radiofônicas, Marling apostou no folk acústico.
Como uma guitarrista nata, a cantora se consolidou utilizando arranjos discretos e letras que privilegiavam observações pessoais.
O disco surgiu em meio ao interesse renovado pelo folk britânico e pela tradição dos cantores e compositores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.