Geada vira desafio para viticultores do Rio Grande do Sul
Produtores de uvas finas no Rio Grande do Sul têm lutado contra as baixas temperaturas e a formação de geada nas regiões serranas nos últimos dias.
Como recurso, os viticultores têm acionado sistemas anti-geadas para impedir o congelamento dos brotos que ainda estão evoluindo.
O cuidado maior é com as variedades brancas, mais sensíveis às intempéries climáticas do momento.
Na vinícola AlmaÚnica, no Vale dos Vinhedos, tratores trabalharam durante duas madrugadas aspergindo água em meio às videiras.
Segundo a enóloga Denise Brandelli, uma película de água é formada ao redor do broto e, por consequência, há a formação de gelo na parte exterior dos frutos.
O resultado é uma camada protetora que impede a mudança de temperatura no centro da fruta e mantém as características almejadas para o momento.
Leia Mais Usinas do Nordeste têm ganhos de até 92,8% na produtividade da cana Geada no para-brisa: como tirar sem riscar o vidro do carro Sistema FAEP cobra medidas emergenciais após tornados no Paraná A medida precisa ser feita de forma contínua, principalmente nos momentos de menor temperatura registrada, ou seja, durante as madrugadas.
Um outro método bastante utilizado em anos anteriores era a instalação de superfícies de calor embaixo das plantas.
Os vinhedos “eram coloridos” com tochas de fogo e controladas pelos engenheiros agrônomos.
No entanto, por ser uma pequena área de calor, o recurso tem caído em desuso, principalmente na França.
Em Monte Belo do Sul, a vinícola Casa Marques Pereira afirma ter utilizado pela segunda vez o seu sistema de aspersão automatizado.
Instalado em 2024, os vinhedos também foram atingidos pela geada, já que estão em uma altitude de cerca de 560.
Para o vinhateiro e empresário Felipe Marques Pereira, os aspersores fazem uma “ névoa de água com gotículas bem finas.
Aí, quando essas gotículas chegam na gema, formam algo similar a um ‘iglu’ que protege a gema das videiras de queimar”.
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