Clube tradicional em crise surpreende e rejeita criação de SAF
A Ponte Preta rejeitou a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para administrar o departamento de futebol do clube.
Em Assembleia Geral Extraordinária realizada neste sábado, 19, no Salão Nobre do Estádio Moisés Lucarelli, os associados não atingiram o quórum necessário para aprovar a proposta.Ao todo, 384 dos 676 associados aptos a votar compareceram à assembleia.
Como o estatuto da Ponte Preta exige dois terços dos votos dos presentes para a aprovação da SAF, eram necessários 256 votos favoráveis.A proposta recebeu 234 votos a favor e 150 contra.
Com isso, apesar da maioria dos participantes ter votado pela criação da SAF, o número não foi suficiente para alcançar o quórum estatutário.
Em função disso, o resultado foi que a proposta foi rejeitada por não ter atingido o quórum mínimo de dois terços, conforme norma estatutária José Armando Abdalla Júnior - presidente do Conselho Deliberativo Reação após o resultadoO anúncio provocou comemoração entre integrantes da oposição à atual gestão, que estavam no Salão Nobre Pedro Pinheiro.
Do lado de fora do estádio, torcedores também celebraram a rejeição da proposta, com fogos de artifício e manifestações contra a diretoria.Entre os principais alvos dos protestos estavam o vice-presidente Marco Antonio Eberlin, que também ocupa a função de diretor de futebol, e o presidente Luiz Alves Torrano.Apesar da tensão que envolvia a votação e das disputas políticas internas do clube, o processo ocorreu sem grandes incidentes.
Houve apenas discussões pontuais entre torcedores do lado externo do Moisés Lucarelli.A Polícia Militar e a Guarda Municipal reforçaram a segurança nas proximidades do estádio durante a assembleia."A assembleia transcorreu de uma maneira tranquila, organizada e ordeira.
Um espírito democrático muito grande de toda a coletividade.
É um exemplo muito grande que tiro dessa assembleia", afirmou José Armando Abdalla Júnior.
Assembleia teve regras determinadas pela JustiçaA votação deste sábado foi realizada após a primeira tentativa de assembleia, em 24 de agosto, terminar sem que os associados pudessem votar.
Na ocasião, houve confusões e decisões liminares da Justiça em meio às divergências entre integrantes da atual diretoria e membros da oposição.Para a nova reunião, algumas medidas foram determinadas judicialmente com o objetivo de garantir a regularidade do processo.
Entre elas estavam a divulgação, ainda na sexta-feira, da lista dos associados aptos a votar, a presença de tabeliães para atestar a autenticidade jurídica dos fatos e a utilização de equipe de filmagem.As determinações foram resultado de pedidos apresentados em processos movidos por integrantes da oposição à atual gestão.A votação foi secreta e individual, conforme estabelecido no edital de convocação.
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