Nesta ilha brasileira o carro fica no continente: todos chegam de barco e, depois do desembarque, só podem seguir a pé ou de bicicleta
Destino no litoral paranaense combina travessias de barco, trilhas entre praias e regras de circulação que ajudam a proteger a Mata Atlântica
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Na Ilha do Mel, no litoral do Paraná, visitantes chegam de barco e encontram um território onde carros particulares não circulam. O acesso acontece principalmente por Pontal do Sul ou Paranaguá, enquanto os deslocamentos internos são realizados a pé ou de bicicleta, entre praias, trilhas e áreas protegidas da Mata Atlântica.
Localizada na entrada da Baía de Paranaguá, a ilha pertence ao município de Paranaguá e reúne comunidades tradicionais, praias e ecossistemas costeiros. Sua organização territorial prioriza caminhos estreitos, trilhas arenosas e áreas naturais protegidas, sem uma rede convencional de ruas destinadas aos automóveis.
A restrição aos veículos motorizados particulares ajuda a diminuir impactos sobre a vegetação, o solo e a tranquilidade das comunidades. Existem exceções controladas para determinados serviços públicos e equipamentos autorizados, mas os turistas normalmente precisam caminhar ou utilizar bicicletas nos percursos permitidos.
A principal alternativa de embarque fica em Pontal do Sul, no município de Pontal do Paraná. A travessia regular dura aproximadamente 30 minutos, dependendo das condições de navegação. Outra possibilidade é sair de Paranaguá, em um percurso mais longo, geralmente próximo de uma hora e meia.
As embarcações atendem principalmente os pontos de desembarque de Nova Brasília e Encantadas. A escolha depende da hospedagem e dos passeios planejados, pois os caminhos terrestres entre diferentes partes da ilha podem exigir caminhadas relativamente longas.
O vídeo mostra a chegada de barco à Ilha do Mel, as estruturas de Encantadas e uma caminhada até a famosa gruta.
A circulação acontece por trilhas que conectam comunidades, praias, trapiches e atrações naturais. Algumas possuem passarelas e infraestrutura de apoio, enquanto outras atravessam trechos arenosos ou vegetação costeira. Os pedestres têm prioridade, inclusive nos locais onde bicicletas são permitidas.
O relevo, a areia e as condições meteorológicas podem dificultar determinados percursos. Por isso, visitantes devem considerar distâncias, transportar pouca bagagem e escolher calçados confortáveis. O uso de bicicletas com assistência elétrica também está sujeito a regras específicas.
O Instituto Água e Terra do Paraná informa que o acesso turístico ocorre por embarcações regulares ou táxis náuticos autorizados. A orientação oficial estabelece circulação principalmente a pé ou de bicicleta, além de restrições destinadas à proteção das áreas naturais.
Em março de 2026, o órgão também regulamentou temporariamente equipamentos elétricos, restringindo veículos de maior potência e determinados serviços de transporte. As normas preveem exceções institucionais e exigem atenção às regras vigentes, especialmente porque diferentes categorias de trilhas possuem condições próprias de utilização.
Entre os principais destinos estão o Farol das Conchas, construído no século XIX, a Gruta das Encantadas e a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.