Brasileira perde prata no Mundial de Jiu-Jitsu após teste positivo para maconha
A lutadora brasileira Tayane Porfírio de Araújo perdeu a medalha de prata conquistada no Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation) após ser punida por uma violação antidoping . A suspensão de três meses foi anunciada nesta quarta-feira (2), pela USADA (Agência Antidoping dos Estados Unidos), que identificou a presença de um metabólito do THC - principal princípio ativo da maconha - em uma amostra coletada durante a competição.
Tayane subiu ao pódio no último dia 31 de maio, quando conquistou a medalha de prata na categoria super-pesado do Mundial da IBJJF. No entanto, a amostra de urina coletada na mesma data apontou a presença de Carboxy-THC, um metabólito do THC, acima do limite estabelecido pelas regras antidoping.
Embora a IBJJF não seja signatária do Código Mundial Antidoping, a entidade contratou a USADA para realizar os exames durante o torneio. A coleta e a análise das amostras seguiram os padrões estabelecidos pela Agência Mundial Antidoping, a WADA.
Segundo a USADA, Tayane, de 31 anos, conseguiu comprovar que o consumo de THC aconteceu fora do período de competição e sem relação com seu desempenho esportivo. Por esse motivo, a faixa-preta teve direito a uma pena reduzida de apenas três meses. A suspensão começou em 8 de julho, data em que foi provisoriamente afastada.
Como consequência da violação, a brasileira também foi desclassificada do resultado obtido no dia 31 de maio. Dessa forma, Tayane perde oficialmente a medalha de prata conquistada na divisão super-pesado do Mundial, além de eventuais pontos e premiações relacionados à campanha.
O caso representa a segunda violação das regras antidoping de Tayane Porfírio nos últimos anos. Em 2019, a faixa-preta pegou um gancho de quatro anos após testar positivo para nandrolona, uma substância proibida, durante o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF do ano anterior.
Apesar disso, a reincidência não provocou um aumento da pena nesta ocasião. De acordo com a USADA, as regras aplicáveis ao caso não determinam o agravamento da punição quando a utilização de THC ocorre fora de competição e não está relacionada à tentativa de melhorar o desempenho esportivo.
A punição de Tayane poderia inclusive ter caído para apenas um mês, desde que ela completasse um programa de tratamento aprovado pela USADA. A lutadora brasileira, entretanto, aceitou cumprir os três meses de suspensão.
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