Pesquisa no ChatGPT vira prova contra investigada no caso Master
O histórico do ChatGPT serviu de prova para que a PF confirmasse o envolvimento de uma investigada no caso Master.
Katherine Telles perguntou à plataforma quem eram os “hackers do Daniel Vorcaro”.
Telles, contudo, já sabia a resposta, porque é namorada de David Alves, apontado como líder do grupo “Os Meninos”, que realizava ataques digitais a mando do banqueiro.
Katherine quis saber se haviam sido identificada, após ser flagrada pela PRF usando o carro de Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, para fugir com o namorado, e se havia sido verificada uma relação entre esse episódio e a investigação.
Conversa no ChatGPT de Katherine Telles Polícia Federal/Reprodução Continua após a publicidade “E sobre o carro da PF que foi apreendido do Sicário”, perguntou, acrescentando depois: “Então o pessoal do carro não tinha nada a ver?”.
Diante de uma resposta errada, corrigiu o GPT: “Eu sou a pessoa que tava no carro, ele não era blindado kkk e não fomos presos”.
Continua após a publicidade A abordagem da PRF ocorreu em março, no mesmo dia que Sicário foi preso, na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Investigada corrigiu informação do ChatGPT sobre si mesma Polícia Federal/Reprodução Continua após a publicidade Já a consulta ao ChatGPT foi um mês depois, em abril.
A preocupação de Telles tinha fundamento: em maio, os dois estiveram entre os alvos da sexta fase da operação.
Alves foi preso e ela sofreu busca e apreensão.
Continua após a publicidade A análise sobre o ChatGPT só ocorreu após o cumprimento das medidas, mas ajudou a PF a confirmar seu envolvimento.
“A pesquisa realizada por Katherine no ChatGPT, em 08/04/2026, demonstra interesse específico em saber se já haviam sido divulgadas as identidades dos hackers relacionados a Daniel Vorcaro e do casal abordado pela Polícia Rodoviária Federal em 04/03/2026.
O registro sugere que Katherine buscava verificar o grau de conhecimento público sobre os fatos e sobre sua possível identificação no episódio”, informou a corporação em relatório.
Continua após a publicidade Outra busca na plataforma chamou a atenção: uma dúvida sobre o preço, na França, de uma bolsa da marca Louis Vuitton.
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