Ex-Bahia integra grupo que tenta barrar nova SAF de gigante da Série A
A criação da Nova SAF do Vasco ganhou um novo capítulo na Justiça às vésperas do leilão previsto para a próxima sexta-feira, 25.
Um grupo formado por sete ex-jogadores e um preparador físico entrou com uma medida judicial na última terça-feira, 22, para tentar suspender a operação que prevê a criação da nova estrutura societária do clube.Entre os credores está Willian Barbio, ex-atacante do Bahia, que integra o grupo responsável pelo pedido apresentado à Justiça.
Também fazem parte da ação os ex-jogadores Breno, Douglas Silva, Lucas Kal, Lucas Siqueira, Luiz Gustavo e Willian Maranhão, além do preparador físico Flávio de Oliveira.
Willian Barbio está entre os credores que questionam a operação - Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia / Divulgação O movimento ocorre poucos dias antes do leilão da Nova SAF, marcado para sexta-feira, quando é esperado o arremate pelo empresário Marcos Lamacchia.Credores questionam decisão que autorizou operaçãoO grupo contesta uma decisão da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, proferida em 10 de setembro pela juíza Simone Gastesi Chevrand.
A determinação autorizou o financiamento DIP (Debtor-in-Possession) de R$ 150 milhões proposto por Lamacchia ao Vasco e permitiu a abertura do procedimento para o leilão da Nova SAF.Na petição apresentada à Justiça, os credores sustentam que a decisão teria aplicado de maneira incorreta a cláusula 4.2.1 do Plano de Recuperação Judicial da atual SAF.
Segundo a argumentação apresentada, questões consideradas fundamentais para a operação não teriam sido devidamente analisadas.Entre os pontos levantados estão a alegação de que seria ilegal criar uma "Nova SAF" a partir de outra SAF que já está em recuperação judicial, além de possíveis irregularidades relacionadas à Lei da SAF e ao percentual das receitas destinado aos credores.O grupo também questiona a necessidade de uma eventual aprovação da operação em assembleia de credores, diante do suposto descumprimento de condições previstas no plano de recuperação judicial.Outro argumento apresentado é o de que a operação não representaria uma entrada efetiva de recursos na recuperação judicial.
Os credores ainda levantam questões relacionadas a arbitragem, sucessão empresarial e possível confusão patrimonial.
Grupo aponta omissões e contradiçõesNa avaliação dos embargantes, a decisão da 4ª Vara Empresarial apresenta "erro de fundamentação", "omissões relevantes" e "contradições".
Com base nesses argumentos, eles pedem que a Justiça reavalie a autorização concedida e tenha como objetivo "suspender ou revogar a autorização da operação" até que "todas as questões jurídicas levantadas sejam devidamente analisadas" pelo Poder Judiciário.Os credores também classificam como "contraditória" a decisão de 10 de setembro.
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