'Encolham a ONU': organização fará apelo por sua própria sobrevivência na Assembleia Geral que começa hoje
O plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em 21 de setembro de 2026.
David Dee Delgado/ Reuters Sob constates ataques, cortes de verba e crise de credibilidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) usará sua 81ª Assembleia Geral, que começa nesta terça-feira (22), para fazer um apelo pela sua própria sobrevivência.
A defesa institucional será a mensagem central durante a Assembleia Geral, segundo Stéphane Dujarric, porta-voz de António Guterres - secretário-geral da ONU. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "O secretário-geral quer que os Estados-membros reafirmem seu compromisso com esta organização", disse Dujarric. 🌏 Fundada em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, como um instrumento internacional regulador de conflitos e das relações entre os países, a Organização das Nações Unidas (ONU) é composta por 193 países — incluindo o Brasil.
Há 80 anos, é a principal instituição multilateral do planeta. ➡️ Recentemente, no entanto, a ONU virou alvo de uma série de críticos, liderados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusa a instituição de ser enviesada e ineficaz.
Desde que Trump voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado, o governo dos EUA, que responde por mais de 20% do financiamento da ONU, vem cortando repasses e até programas inteiros da organização.
Países como Israel, Rússia e os próprios EUA também têm ignorado resoluções do Conselho de Segurança da ONU — para quem, em teoria, países têm de submeter pedidos para atacar outros territórios — e até mandados de prisão expedidos por órgãos judiciais da instituição.
Na segunda-feira (21), a ONU publicou um artigo intitulado "Por que a Assembleia Geral ainda tem importância?", em que defende que líderes mundiais continuem utilizando os espaços da ONU para discutir e tentar resolver as crises e conflitos do mundo. 👉 A própria organização reconhece suas limitações atuais e fala na necessidade de reformas.
Segundo o porta-voz de Guterres, o secretário-geral fará dezenas de reuniões bilaterais para pedir ajuda, mas também ouvir propostas de líderes mundiais sobre formas de manter a organização viva.
"O objetivo é termos uma ONU que, como ele tem dito, reflita o mundo de 2026, e não o de 1945", disse o porta-voz.
Em entrevista à agência de notícias Associated Press, Guterres reconheceu a paralisia de agências da organização e, principalmente, do Conselho de Segurança.
Ele culpou a "enorme divisão geopolítica" e disse que a sobrevivência da ONU depende de que os países, principalmente as grandes potências, respeitem o direito internacional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.