Câmara aprova tramitação do novo Plano Diretor que define regras para Curitiba até 2050
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, nesta sexta-feira (9), a tramitação do projeto de lei que atualiza o Plano Diretor da cidade.
Em reunião extraordinária realizada de forma virtual, o parecer favorável, apresentado pelo presidente do colegiado, Fernando Klinger (PL), recebeu 6 votos, contra 2 favoráveis a um parecer alternativo, elaborado por Camila Gonda (PSB), e uma abstenção.
A divergência envolveu a necessidade de corrigir dispositivos apontados como juridicamente problemáticos e a possibilidade de a Prefeitura apresentar um substitutivo geral ao texto em análise.
A proposta de revisão do Plano Diretor de Curitiba , encaminhada pelo Poder Executivo, estabelece as diretrizes para o desenvolvimento urbano da capital até 2050.
O texto trata de assuntos como ocupação do solo, habitação, mobilidade, regularização fundiária, proteção ambiental e instrumentos de planejamento.
Com a aprovação na CCJ, a proposição fica apta a seguir para análise das demais comissões permanentes , antes de eventual votação em plenário ( 005.00285.2026 ).
Relator acolhe explicações da Prefeitura sobre questionamentos jurídicos O parecer de Fernando Klinger foi apresentado após a Prefeitura responder a um pedido de informações formulado pela CCJ, motivado por apontamentos da Procuradoria Jurídica da Câmara (Projuris).
Entre as questões levantadas estavam a compatibilidade de instrumentos urbanísticos e tributários com a legislação vigente, as regras de transição do Plano Diretor e os mecanismos de regularização fundiária.
Segundo o relator, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) acolheu quase integralmente as recomendações de técnica legislativa formuladas pela Projuris.
As alterações que modificam o mérito deverão ser promovidas pelo Executivo, enquanto erros materiais e ajustes formais poderão ser corrigidos na redação final.
A Procuradoria-Geral do Município (PGM), por sua vez, manifestou-se favoravelmente à validade jurídica da proposta e à continuidade da tramitação.
“Deste modo, atendidos os aspectos constitucional, legal, regimental e jurídico, o parecer é pelo trâmite regimental da proposição”, concluiu Fernando Klinger.
O encaminhamento atribui ao Executivo a responsabilidade pelas adequações indicadas pelo Ippuc.
Voto alternativo propôs sete emendas para corrigir dispositivos do Plano Diretor Camila Gonda apresentou um voto em separado, também favorável à continuidade da tramitação, mas condicionado à correção de dispositivos considerados juridicamente inadequados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.