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Soberania não se exporta em estado bruto

CNN Brasil ·

A disputa econômica do século XXI recolocou a soberania no centro das decisões dos Estados nacionais .

No século passado, petróleo, aço, energia e indústria pesada formaram a base material do poder das nações.

Hoje, esses ativos se combinam a minerais críticos, semicondutores, inteligência artificial, baterias e tecnologias da transição energética.

O mundo voltou a fazer política industrial, proteger cadeias estratégicas e mobilizar financiamento público.

Essa realidade impõe uma regra básica para o Brasil: o país não pode entrar nessa etapa apenas como fornecedor de matérias-primas.

Temos petróleo e gás, urânio, nióbio, lítio, grafite, níquel, terras raras e uma matriz elétrica amplamente renovável.

Mas ter o recurso é apenas o começo.

A questão decisiva é quem financia sua exploração , quem controla as empresas, onde ocorre o processamento, quem detém a tecnologia, para onde vai a produção e que parte do valor permanece no país.

Soberania não é guardar riqueza debaixo da terra nem fechar as portas ao investimento estrangeiro, e sim exibir capacidade nacional para decidir como essa riqueza será explorada e transformada.

Da jazida à cadeia industrial O debate sobre terras raras tornou essa questão concreta.

Contratos de offtake , pelos quais um comprador assegura antecipadamente a produção, são instrumentos normais de financiamento mineral.

O problema começa quando financiamento, controle societário e destino da produção estratégica consolidam no exterior os elos de maior valor.

O caso da Serra Verde , em Goiás, mostra o desafio: a empresa está em processo de aquisição pela norte-americana USA Rare Earth e tem acordo de longo prazo para destinar sua produção inicial a uma estrutura financiada por capital público e privado dos Estados Unidos.

Isso significa passar longe de qualquer hostilização do capital estrangeiro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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