Baixa visibilidade no Amazonas impacta voos de combate a incêndios
A péssima qualidade do ar provocada pela fumaça das queimadas no Amazonas dificultou a atuação de aeronaves no combate aos focos de incêndios florestais no estado.
A informação foi confirmada neste sábado (17) pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Ao todo, quatro helicópteros que atuavam na distribuição de brigadistas e equipamentos para a operação , e que também realizavam lançamentos de água, chegaram a voar pela região, mas não completaram as missões por falta de visibilidade – fator apontado pelo órgão como o principal obstáculo das equipes.
Apenas seis aviões Air Tractor – aeronave turboélice, especializada em voos para aviação agrícola, combate a incêndios florestais e missões militares – conseguiram realizar os lançamentos na região mesmo com interferências.
Leia Mais Força-tarefa de SP envia drones e retardantes para combater incêndios no AM O que sabemos sobre incêndios que atingem mais de 30 cidades do Amazonas Helicóptero que caiu em SP não não tinha autorização para operar, diz Anac O instituto ainda explica que uma das aeronaves, o avião KC-390, de transporte militar multimissão utilizado para uso tático e logístico, reabastecimento em voo e combate a incêndios florestais, deve retornar às operações assim que a manutenção for concluída.
“As aeronaves que operam sob regras de voo visual (VFR, na sigla em inglês) estão sujeitas a requisitos mínimos de visibilidade, que podem chegar a 5.000 metros.
Em determinadas condições, operações autorizadas sob VFR especial permitem mínimos inferiores, conforme a regulamentação aplicável.
Abaixo desses limites, as aeronaves ficam impedidas de operar por razões de segurança dos pilotos e para evitar paralisações maiores”, apontou o Ibama.
Ampliação do combate aos incêndios O Governo Federal anunciou, neste sábado (17), a ampliação de ações de combate aos incêndios florestais no Amazonas, com reforço de aeronaves, mobilização de forças de segurança e das Forças Armadas, ampliação da estrutura de saúde e destinação de recursos para ações emergenciais.
Entre as medidas que serão adicionadas estão a mobilização de cinco aeronaves adicionais, elevando de 11 para 16 o total disponibilizado para as operações, além de uma nova base centralizada da Força Nacional do SUS em Manaus e R$ 14 milhões para ações de assistência humanitária e contratação de duas aeronaves.
Os reforços aéreos contam com um segundo avião KC-390, com capacidade para lançar até 19 mil litros de água por saída.
A aeronave se somará ao KC-390 já mobilizado, com capacidade de lançamento de 12 mil litros.
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