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Microbioma endometrial: o que vive no útero pode influenciar as chances de gravidez

Folha Vitória ·
Microbioma endometrial: o que vive no útero pode influenciar as chances de gravidez

Imagem: Freepik Durante muito tempo, acreditou-se que o útero era um ambiente completamente estéril — um espaço vazio aguardando apenas o embrião.

Essa ideia mudou.

A partir de 1985, os primeiros estudos começaram a identificar microrganismos dentro da cavidade uterina, e nas últimas décadas esse campo evoluiu rapidamente.

Hoje sabemos que o útero tem seu próprio e cossistema de bactérias, chamado de microbioma endometrial , e que o equilíbrio desse ambiente pode influenciar diretamente as chances de gravidez .

O que é o microbioma endometrial? Microbioma é o nome dado ao conjunto de microrganismos que habitam um determinado ambiente do nosso corpo.

O intestino tem o seu, a pele tem a sua, e o útero também.

No endométrio, o microbioma saudável é caracterizado pela predominância de bactérias do gênero Lactobacillus — as mesmas encontradas no trato genital feminino em condições normais.

Esses microrganismos não estão ali por acaso.

Os Lactobacillus produzem ácido lático, que cria um ambiente favorável à receptividade endometrial e à implantação do embrião.

Estudos mostram que mulheres com microbioma endometrial dominado por Lactobacillus apresentam maiores taxas de implantação , gravidez clínica e nascidos vivos em comparação com aquelas que têm um perfil bacteriano diferente.

O que acontece quando há desequilíbrio? Quando os Lactobacillus diminuem e outras bactérias passam a dominar o ambiente uterino — como Gardnerella, Streptococcus ou Klebsiella — ocorre o que chamamos de disbiose endometrial.

Esse desequilíbrio pode gerar um estado inflamatório crônico dentro do útero, comprometendo a receptividade do endométrio e, consequentemente, as chances de implantação embrionária.

Pesquisas indicam que mulheres com falhas repetidas de implantação ou perdas gestacionais recorrentes apresentam, com maior frequência, alterações nesse equilíbrio bacteriano.

Um estudo multicêntrico com 342 pacientes em tratamento de FIV mostrou que os casos de falha de implantação foram associados à presença de bactérias como Gardnerella e Streptococcus no fluido endometrial — justamente as espécies que indicam disbiose.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.

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