Janela nacional fecha com o Corinthians sem reforços devido a transfer bans
A janela nacional de transferências terminou hoje (11) sem reforços para o Corinthians, que ainda acumula três transfer bans após quitar, em julho, um dos quatro que possuía .
No início do período para contratações, a ideia do clube era quitar suas pendências financeiras e contratar em torno de três reforços pontuais, sobretudo para as pontas. A exigência de Fernando Diniz por jogadores da posição se dava devido à necessidade de ter peças que possibilitassem ao time uma saída mais qualificada pelos lados do campo.
No início do ano, o Alvinegro já havia fechado com Kaio César, decisivo no jogo de ida das quartas de final da Libertadores, contra o Estudiantes-ARG, mas Diniz acreditava que o setor precisava de mais nomes.
Ao UOL , sobre a ausência de contratações, Marcelo Paz, diretor de futebol do clube, reforçou como as lesões dificultaram ainda mais o trabalho da comissão técnica.
"O principal impacto é que a gente perde jogadores por lesão, né? Como perdemos o Zakaria, o Kayke. Vitinho ficou muito tempo fora, e ainda há o Yuri Alberto. E não consegue repor. Então, deixa o treinador com menos opções, impacta em resultados esportivos. Mas é uma realidade que o clube enfrenta e cabe a gente se adaptar e entregar o melhor", afirmou Paz.
Durante a janela, o Corinthians esteve muito perto de contratar Wesley, revelado no clube, e esteve praticamente fechado com o ponta hoje do Cruzeiro. O clube considerava quitas as pendências para assegurar a contratação. Porém, após sofrer mais um transfer ban, a negociação não avançou .
Outro nome da posição que foi alvo corintiano é o de Everton Cebolinha , recentemente anunciado pelo Santos. Sondado, em um primeiro momento o atacante demonstrou preferência pela Europa, mas depois sinalizou positivamente ao Corinthians. As conversas não foram adiante pelas restrições financeiras.
Também contratado pelo Santos, o volante Arthur foi um pedido de Diniz à diretoria . Embora não fosse de um setor prioritário para as contratações, o clube o observou como uma oportunidade de mercado, que ficou longe da concretização pelos transfer bans.
Conforme opinou Marcelo Paz à reportagem, a impossibilidade de contratar novos reforços é agravada pelas recentes lesões do elenco.
O atacante Yuri Alberto e o volante André, por exemplo, são dois titulares ainda em recuperação em um momento decisivo da temporada: a equipe alvinegra briga por vaga nas semifinais da Libertadores e soma quatro derrotas consecutivas no Brasileirão.
Além da dupla, o marroquino Zakaria Labyad, o atacante Kayke e o zagueiro André Ramalho, peças frequentemente utilizadas por Diniz, também se recuperam de lesões. Os dois primeiros, aliás, não devem retornar até o fim da temporada.
"Mesmo com essas dificuldades, o time vem fazendo uma boa Libertadores. Teve um momento bom no Brasileiro, mas depois realmente nesses últimos jogos a pontuação caiu. Dificulta o trabalho de qualquer gestão de futebol essa essa situação", ponderou Paz.
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