Simespi aguarda agenda com BNDES e ApexBrasil em Piracicaba
Simespi aguarda agenda com BNDES e ApexBrasil em Piracicaba Crédito: Divulgação O Simespi (sindicato patronal das indústrias metalmecânicas de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras) aguarda a definição da agenda técnica que será realizada em Piracicaba com representantes do BNDES e da ApexBrasil nas próximas duas semanas.
O encontro é um dos principais encaminhamentos da reunião realizada no último dia 7, no BNDES, em São Paulo.
Na ocasião, o Simespi liderou uma comitiva que entregou ao Governo Federal uma pauta de propostas para reduzir os impactos das novas tarifas de 37,5% impostas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, entre elas a preservação dos empregos e investimentos e a garantia de apoio às empresas exportadoras e aos fornecedores que integram a cadeia produtiva regional.
O documento defende ainda que a prioridade seja uma solução negociada entre os países, com ampliação das exceções às sobretaxas.
“Saímos da reunião com encaminhamentos importantes e, agora, nossa expectativa está na definição da agenda em Piracicaba.
Queremos colocar as empresas da região em contato direto com o BNDES e a ApexBrasil para conhecer os instrumentos disponíveis e, principalmente, discutir soluções adequadas à realidade da nossa indústria”, afirma o presidente do Simespi, Paulo Estevam Camargo.
Para o primeiro vice-presidente do Simespi, André Simioni, a reunião representou uma mudança importante na condução das discussões, avançando da fase de diagnóstico dos impactos para a construção de soluções.
“Saímos da reunião com encaminhamentos concretos.
O Governo Federal reafirmou que continuará negociando a redução das tarifas, apresentou alternativas para a abertura de novos mercados e confirmou que BNDES e ApexBrasil estarão em Piracicaba nas próximas semanas para detalhar linhas de financiamento, programas de apoio e oportunidades às empresas.
Agora, o desafio é fazer com que essas medidas cheguem rapidamente à indústria”, destaca.
Piracicaba foi apontada no encontro como uma das cidades brasileiras mais afetadas pelo tarifaço em razão da concentração de empresas dos setores de máquinas e equipamentos, metalmecânico, autopeças e bens de capital e da extensa cadeia de fornecedores vinculada às grandes exportadoras.
Dados apresentados pelo Simespi mostram que os Estados Unidos absorveram 51% das exportações de Piracicaba no primeiro semestre de 2026, movimentando cerca de US$ 657 milhões.
A preocupação se estende às empresas que não exportam diretamente.
Levantamento citado pelo Simespi estima que cerca de 50 empresas da cidade e região, reunindo aproximadamente 10 mil trabalhadores, sejam diretamente afetadas.
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